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terça-feira, 27 de novembro de 2012

Entrevista: Mariana Macedo

Gente, que saudade que eu estava de postar aqui. Quem acompanha o blog pelo facebook ( já curtiu?) sabe que eu tinha um milhão de trabalhos da faculdade para entregar. Depois de muitos finais de semana dedicados a eles, terminei tudo e já sinto o cheirinho das férias! Então, vamos comemorar, pois a frequência das postagens vai aumentar bastante! \o/

E para começar bem essa fase, trago uma entrevista com a autora Mariana de Macedo Miranda. Ela escreveu o livro Invenções e outras mentiras, e foi super fofa para responder a entrevista. Espero que vocês gostem.
Quando você descobriu que queria ser escritora?
Sempre tive uma ligação muito forte com a palavra. Desde muito pequena tinha a ingênua pretensão de dominar todas as línguas do mundo e, principalmente, entender a minha própria. Estudar Letras mais tarde foi apenas um reflexo desse amor pela linguagem. Nunca me vi fazendo nada que não fosse ligado às letras.

Quais são suas maiores inspirações literárias?
Para citar apenas alguns: Campos de Carvalho, Fernando Sabino, Verissimo, Julio Cortázar e Dalton Trevisan.

Você morou um tempo no Reino Unido. Essa experiência influencia seus textos?
Sem dúvida. Como tudo o que escrevo atravessa minhas vivências e a maneira como vejo as coisas, o período que passei na Inglaterra teve um peso enorme no meu processo de criação. Desde as pessoas e lugares que conheci, passando pelas experiências (trágicas e cômicas) que vivi, até a diferença da língua – que é uma coisa que particularmente sempre me fascinou – tudo contribuiu para enriquecer minha imaginação e amadurecer (ou tornar ainda mais ridículo, o que me traz o mesmo orgulho) meu texto.

Você encontrou muitas dificuldades quando resolveu “sair da gaveta” e publicar um livro?
Na realidade, não. Contei com o incentivo de amigos e com o voto de confiança da Editora Philae. Mas sei que normalmente não é tão fácil. Tive sorte por meu livro cair nas mãos de pessoas que amam a literatura e que devem ser ainda mais loucas que eu, pois apostaram em mim.

Sei que você já tem o projeto de publicar um novo livro. Conte um pouquinho sobre esse projeto.
Continuo escrevendo meus contos e crônicas, mas sem pressão alguma em relação a volume de material ou data para finalizar. Escrevi, também, um infantil. Este, mais uma vez, confiei a meu amigo e fiel escudeiro Rafael Inácio – que desenhou a capa e todas as ilustrações de “Invenções e Outras Mentiras”. Agora é com ele, e confio, de olhos fechados, que o resultado será lindo. Quanto à publicação, nada é certo. Mas a gente não pode nunca deixar de investir no que nos dá prazer. O resto é conseqüência de trabalho, paixão e sorte.

Os personagens de “Invenções e outras mentiras” são peculiares, mas estão inseridos em situações corriqueiras que fazem o leitor se identificar. Como eles surgiram? Foram baseados em seus conhecidos?
Foram baseados em conhecidos, sim. Mas eu não restringiria esses “conhecidos” somente a pessoas. Sensações, situações, devaneios e pessoas são os principais elementos com que construo meus personagens. Um conto que fala de um quarto em que as paredes são cheias de emoções pode ser baseado em alguém; da mesma maneira, a história de um homem fracassado pode apenas esconder uma angústia, ou mesmo o hábito incorrigível que tenho de rir de meus problemas.

Você tem alguma dica para os futuros escritores?
Todo leitor é, também, um escritor. Cada pessoa que leu meu livro, por exemplo, leu um livro diferente. Isso quer dizer que há sempre uma co-autoria na literatura. A gente transforma e molda o texto com nosso olhar. Acho que no fundo somos todos escritores, a diferença é que alguns sentam e escrevem. Outros pintam. Outros tantos fazem música. Muitos apenas contam casos em mesas de bar. O importante, como já disse, é fazer o que nos dá prazer. E se o seu prazer reside em vestir as ideias com palavras, tenho dois conselhos simples mas muito valiosos. O primeiro é essencial: leia. Leia muito, leia tudo, ame, odeie, critique, mas leia. E, não menos importante, escreva. Escreva, apague, reescreva, se envergonhe, rasgue as folhas, jogue tudo fora, quebre o laptop... Mas, no dia seguinte, sente-se e escreva novamente. Assim mesmo. Sempre. E para sempre.

Deixe um recado para os leitores.
Agradeço aos leitores do blog por se interessarem em uma entrevista com uma autora desconhecida e, sobretudo, por dividirem comigo o amor pela leitura. Os livros são tão democráticos porque não importa sua preferência, sempre haverá autores e estilos que se encaixarão no seu gosto e, portanto, nas suas prateleiras. E espero que elas estejam cada vez mais cheias e pesadas.

6 comentários:

  1. Adoro entrevista com autores, assim sabemos mais sobre eles e do livro.
    Beijos!
    www.souseuastral.blogspot.com.br

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  2. amei muito
    http://pitadadecultura.blogspot.com.br/

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  3. Adorei a entrevista, parabéns =)

    http://himi-tsu.blogspot.com.br/

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  4. super legal a entrevista
    adorei

    beijo
    http://quaseatoa.blogspot.com.br/

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