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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

O Contrário de Roma



Em uma pequena cidade, a população se divide em grupos que disputam pela honra de ter mais honra, vivendo entre as críticas feitas por todos sobre os outros, em uma contínua disputa pelo direito de se dizer mais direito. Nesta pequena comunidade, um jovem rapaz se apaixona perdidamente pela imagem de uma garota a qual nunca vira antes, e que perde de vista. Ao longo de alguns capítulos curtos e quebrados, o rapaz terá de descobrir quem é esta garota por quem se apaixonou, como conquistá-la, e como poderia viver com os preconceitos de sua comunidade.




A cidadezinha Romaria é berço de um povo divido por suas crenças. É lá que vive o personagem principal, que não acredita na igreja Católica e leva uma vida sem grandes responsabilidades. Seus dias se dividem entre pescar e assistir televisão. 

Sua vida muda quando ele se apaixona por um rosto. Ele não sabe nada sobre a garota, mas não consegue parar de pensar nela. Quando percebe que está ficando obcecado, resolve tentar encontrá-la e para isso segue a única pista que tem: a garota frequenta a Igreja.

Ele passa a esperar o final da missa todos os dias, na esperança de vê-la. Sem saber o nome da garota, ele pensa nela como Vela, pois seu rosto iluminava tudo ao redor. Durante um tempo ele não tem sucesso, mas persiste em esperar. Enquanto espera, divaga sobre o que vai fazer quando encontrar Vela e percebe que suas chances de conquistá-la são pequenas. É aí que o inesperado acontece.

O livro é narrado em primeira pessoa. O autor fez muito uso da linguagem coloquial, e isso me aproximou um pouco do personagem. O fato de o personagem conversar diretamente com o leitor (ou seja, comigo) também ajudou a criar certa empatia. Porém, acredito que alguns erros poderiam ter sido evitados.

O Contrário de Roma me surpreendeu positivamente. É um livro que levanta algumas questões e mostra que pessoas com diferentes crenças podem ter um bom relacionamento. Gostei bastante do final, e fiquei curiosa para saber o que acontece com os personagens.

Agradeço ao autor pela oportunidade de conhecer o livro.
 "Não havia porque pensar que seria impossível. Não havia porque pensar que ela não poderia gostar de mim. E, finalmente, eu percebi um detalhe um tanto quanto importante: ela me convidou para vir com ela." Página 87

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