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sábado, 22 de fevereiro de 2014

Entrevista: Landulfo Almeida

Hey pessoal! Vamos começar o final de semana conhecendo mais um autor? O entrevistado de hoje é Landulfo Almeida, autor do livro As Duas Faces do Destino. Espero que vocês gostem! 


Quando você percebeu que gostaria de ser escritor?
Eu sempre gostei de escrever. Escrevia críticas sobre filmes na época de faculdade (sempre amei o cinema). Não mostrava para quase ninguém. Depois de formado me envolvi tanto com as atividades profissionais que acabei me distanciando da escrita. Eventualmente registrava uma ideia. Porém, não conseguia tempo para desenvolvê-la. Quando minha filha nasceu resolvi diminuir o ritmo de trabalho e, como consequência natural, voltei a escrever. Criei uma série de histórias para ela: “As histórias da princesa Lulu”. Depois passei a registrar várias ideias de potenciais livros. Contudo, foi apenas quando reorganizei completamente minha atividade profissional, liberando preciosas horas durante o dia, que pude dar vazão ao forte desejo de colocar em papel uma grande história. Mesmo assim, não pensava em ser escritor. Somente depois das primeiras cinquenta páginas escritas que o sentimento cresceu em mim. A vontade de continuar fazendo aquilo todos os dias. De repente, escrever se tornou uma necessidade, uma terapia. 

Quais são suas inspirações literárias? Você pode citar um livro que te marcou?
Vários autores e obras servem de inspiração e referência. Cada um deles possui um traço característico que admiro e que me influencia. Dentre eles posso citar George R.R. Martin, Stieg Larsson, Jeffrey Archer, Stephen King, Anne Rice, Marion Zimmer Bradley e J.K. Rowling. 
Posso listar alguns livros que me marcaram. A trilogia “Millennium” de Stieg Larsson; “Caim &Abel” e “A filha pródiga” de Jeffrey Archer; “As brumas de Avalon” de Marion Zimmer Bradley (os quatro livros); “O vampiro Lestat” e “A rainha dos condenados”, das crônicas vampirescas de Anne Rice; “As Crônicas de Gelo e Fogo” de George R.R. Martin; “Labirinto” de Kate Mosse; e “Harry Potter” (o conjunto). 

Você é graduado em Engenharia Elétrica, certo? Como surgiu a ideia de escrever um livro?
Sou. Porém, tive um caminho profissional bastante eclético. Trabalhei como engenheiro de software, fiz MBA em Marketing de Serviços, fui professor, empresário e executivo nas áreas de vendas e marketing. O conhecimento de todas essas áreas me ajudou a compor os personagens e várias situações de “As duas faces do destino”.
Sempre fui fascinado pela possibilidade de existir um objetivo maior em nossas vidas. Uma vocação ou uma missão. Também acredito que as melhores histórias envolvem situações extraordinárias impostas a pessoas comuns. Eu já havia assistido a um documentário sobre a “teoria das cordas”, que enseja a possibilidade física de existirem infinitos universos paralelos ao nosso, quando corria na orla de salvador e a ideia me veio. Foi uma junção natural de todos esses pensamentos. O primeiro capítulo e os principais contornos de “As duas faces do destino” nasceram ali, naquele momento. Quando cheguei em casa passei quase dois dias inteiros escrevendo. Foi quando percebi que precisava contar a aventura de Bruno e Adrianna. Não podia mais guardar as histórias só para mim.

As Duas Faces do Destino” conta com vários personagens importantes, com preferências e características bem definidas. Como foi criar cada um deles? Você se inspirou em conhecidos?
Normalmente eu imagino o papel do personagem na história, depois defino sua personalidade de modo a se encaixar na trama. Por fim, penso nas suas características físicas, profissão adequada àquela personalidade, etc. 
Como resultado do processo a personalidade do personagem é sempre completamente fictícia. Quanto às características físicas, gosto de usar como referência atores, famosos ou não. Apenas questões como moradia e profissão, em alguns casos, são inspiradas em pessoas conhecidas. 
A grande exceção em “As duas faces do destino” é Olívia. Ela nasceu para cumprir um papel menor na trama e sua importância, de certa forma, cresceu alheia à minha vontade. Eu precisava apresentar uma solução ou criar um problema e Olívia aparecia como ponte ideal para resolver a questão. Isso aconteceu várias vezes. E ela é 100% ficção.

Ao ler o livro, imaginei muitas cenas de cinema. Acredito que “As Duas Faces do Destino” renderia uma boa adaptação cinematográfica. Você consegue visualizar o livro se tornando filme? 
Para mim, tudo são cenas. Minha imaginação é visual. Portanto, é natural transmitir essa sensação ao leitor. Não só imagino a história como um filme como tenho todo o elenco em mente. Adoraria ver uma adaptação cinematográfica da obra.

Você encontrou dificuldades para publicar seu livro?
Levei um ano para conseguir publicar. Não é fácil. Primeiro tentei achar um agente literário. Descobri que esses profissionais existem, mas são poucos e difíceis de fazer contato. A maioria não me respondeu e quem o fez, não estava aberto ao meu tipo de livro ou mesmo a novos autores. Passei então a pesquisar as editoras e tentar descobrir quais publicavam livros cuja temática era semelhante à de minha obra, quais recebiam originais e de que forma. Consegui mandar o original para cinco editoras. Quase todas me retornaram após alguns meses indicando que não possuíam interesse. No ínterim, através das pesquisas na internet, fechei contrato com uma pequena editora que aceitava publicar os livros em parceria, dividindo os custos. Foi um erro. Perdi tempo e dinheiro e não consegui publicar. Felizmente, nesse processo entendi melhor como o mercado funciona. Conheci alguns autores nacionais através da rede mundial e recebi uma dica sobre a Editora Novo Século e o selo Novos Talentos da Literatura Brasileira. O contato foi fácil e o retorno rápido. Fechamos o contrato pelo selo Novos Talentos. Sugiro que os autores iniciantes conheçam o programa, é muito interessante. Estou extremamente feliz em fazer parte do conjunto de autores da Novo Século.

Qual a sua dica para os futuros escritores?
Se você ama escrever, não desista. Estude, pesquise, dedique-se. Como tudo que é bom na vida, o caminho é árduo, mas os resultados compensam.

Deixe um recado para os leitores.
Leiam de tudo. Romance, fantasia, mistério, terror, biografias, livros históricos, os clássicos nacionais e estrangeiros e tudo no que possam colocar as mãos. Não se limitem nem tenham preconceitos. As joias mais preciosas às vezes se escondem nos lugares onde menos esperamos. E, sempre que possível, conversem sobre suas obras prediletas, troquem opiniões, reflitam. O debate saudável estimula a mente e revigora os sentimentos.

Gostaria de agradecer à talentosa Gabriela Amoroso pela a oportunidade de participar desta entrevista do excelente “Uma pitada de cultura” e deixar um grande abraço para todos os seus leitores. 


6 comentários:

  1. Oi Gabriela! Que bela entrevista, gostei bastante. :)
    Quando li As Duas Faces do destino sempre associava a imagem do Bruno com a de Landulfo. rs Imaginava ambos bem parecidos e sempre esqueço de perguntar se Bruno tem uma pitada dele ou se é só minha imaginação. rs
    Muito bom conhecer um pouquinho mais sobre esse autor nota 1000!
    Beijão
    http://www.coisasdemeninas.blog.br/

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    1. Oii Neyla! Que bom que você gostou! :D
      Beijoo

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  2. Amei a entrevista!
    O Landulfo é uma pessoa que eu admiro muito e fico mais contente ainda de ter ouvido boa parte do que ele respondeu na entrevista, pessoalmente.
    Parabéns pela entrevista e sucesso ao blog.

    Minhas Impressões

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    1. Oii Maria!
      Que bacana conhecer um pouco da trajetória do autor pessoalmente. Deve ser uma experiência incrível! :)

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  3. Oi, Gabriela! Que entrevista incrível, hein? Adorei! O autor realmente deu muitas voltas na vida até realmente virar escritor. Não pude deixar de ficar espantada com o tanto de profissões que ele já exerceu. Cara trabalhador esse, hein?

    Um beijo!
    Doce Sabor dos Livros - Aguardo sua visita!

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    1. Oii Jeni!
      Pois é! Interessante conhecer um pouquinho dessa trajetória, né? É um exemplo de que nunca é tarde para irmos atrás de nossos sonhos.

      Beijoo!

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