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sexta-feira, 21 de março de 2014

Fênix: a ilha



Sem telefone. Sem sms. Sem e-mail. Sem TV. Sem internet. Sem saída. Bem-vindo a Fênix: A Ilha. Na teoria, ela é um campo de treinamento para adolescentes problemáticos. Porém, os segredos da ilha e sua floresta são tão vastos quanto mortais. Carl Freeman sempre defendeu os excluídos e sempre enfrentou, com boa vontade, os valentões. Mas o que acontece quando você é o excluído e o poder está com aqueles que são perversos?



Fênix, a ilha é uma instituição terminal. É pra lá que são mandados os adolescentes “caso perdido” e lá é sua última chance de entrar na linha, através de um severo treinamento militar. Quem seguir o treinamento a risca é liberado ao completar 18 anos, sem ficha na policia. Certo? Errado.

Carl tem 16 anos e é campeão de boxe. Depois da morte de seus pais ele rodou o país sendo enviado a diversas famílias adotivas. Seu maior defeito? Ele não consegue ver uma pessoa sendo injustiçada e sempre entra em brigas para defender desconhecidos. A mais recente, que ocasionou sua ida a Fênix, foi quando ele nocauteou metade de um time de futebol que estava se divertindo à custa de um garotinho. 

Considerando os fatos, Carl decidiu encarar sua ida para a Ilha como uma chance de mudar de vida. Ele iria aprender a controlar seu temperamento e parar de entrar em brigas e quando voltasse a viver em sociedade, ele seria uma pessoa livre e sem ficha criminal. Pela primeira vez, um futuro promissor parecia estar esperando por ele.

Ao chegar à ilha, ele percebeu que talvez as coisas pudessem ser um pouco diferentes do que ele tinha imaginado.  Os guardas demonstravam prazer em ver os adolescentes sofrendo e, mesmo sem querer, Carl acabou chamando a atenção do pior sargento.  Ganhou o apelido de Hollywood, por pensar como um indivíduo e achar que tinha algum direito. Para complicar ainda mais sua situação, recebeu o cargo de Livreiro, que o deixava de fora das rondas noturnas, mas vinha com a responsabilidade de designar tarefas para os outros adolescentes. Ou seja, passou a ser odiado pela maior parte dos colegas. 

Sua suspeita de que alguma coisa está errada é confirmada quando ele encontra um diário escondido na sala do livreiro. O diário descreve exatamente o tratamento que o grupo está recebendo e com o passar das páginas, a situação fica cada vez mais cruel. Quando ele termina ~ pela terceira vez ~ de ler o diário percebe que as coisas ruins estão só começando. 
“Podem me bater por trás e me espancar enquanto estou inconsciente e me trancar nesta jaula, mas não podem determinar quem eu sou.” Página 137
No início a narrativa é um pouco confusa, com alguns parágrafos narrados em terceira pessoa e logo em seguida em primeira pessoa. Apesar disso, o suspense faz a leitura fluir com velocidade. As inúmeras cenas de ação, que contam com descrições detalhadas das lutas, também contribuem para dar ritmo a leitura.

Dentre os personagens, vale destacar Octavia e Ross, os únicos amigos de Carl. Ross utiliza o humor como mecanismo de defesa e não perde uma piada. Já Octavia carrega profundas cicatrizes. É uma garota corajosa e determinada. Stark aparece lá pela metade do livro e também merece atenção. Um líder nato, que sabe como coagir as pessoas. 

Depois que Stark aparece a vida de Carl muda drasticamente e o ritmo da leitura desacelera por um tempo. É como se Carl estivesse anestesiado e isso refletisse na narrativa. Quando Carl percebe que passou a vida inteira lutando pela causa errada, o ritmo do livro acelera novamente e as cenas cheias de ação e suspense voltam a aparecer. 

Enfim, eu não tinha criado expectativa nenhuma e acabei gostando do livro. Ele consegue prender a atenção e deixa aquela vontade de ler o próximo volume. A capa é bem bacana e a folha que inicia cada capítulo é decorada com árvores.  Ahh, e a série Intelligence foi baseada nesse livro. Fiquei curiosa e pretendo assistir em breve. Se eu gostar, venho contar pra vocês. :]
“Precisava cumprir a promessa feita ao pai.
Precisava deixar de lutar com os valentões e começar a ajudar as vítimas.
Devia defender, não destruir.” Página 266
*Este livro foi uma cortesia da Editora Novo Conceito.

6 comentários:

  1. Oie Gabriela =)

    Esse livro não me chamou muito a atenção. A premissa é boa, mas tenho a sensação da narrativa ser muito arrastada.

    Beijos e um ótimo final de semana;***

    Ane Reis.
    mydearlibrary | Livros, divagações e outras histórias...
    @mydearlibrary


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    1. Oii Ane!
      Que pena que você não se interessou pela leitura.

      Beijo e boa semana!

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  2. Nossa.. o lay mudou... é bom mudar, não é mesmo? Confesso que esse livro dentre os lançamentos da editora foi o que eu menos tive vontade de ler.

    Beijokas da Mylloka :*
    https://myllokasecret.blogspot.com

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    1. Oii Mylla!

      Mudou sim! Eu já estava cansada do layout antigo. É mesmo, mudanças são bem vindas. :)

      Beijo

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  3. Que legal! Adorei a resenha, desde que começou a divulgação, sempre tive curiosidades a respeito do livro. Com certeza vou ler! Sua resenha ficou ótima, de verdade, e eu adorei o quote “Podem me bater por trás e me espancar enquanto estou inconsciente e me trancar nesta jaula, mas não podem determinar quem eu sou.” Página 137.
    beijos e que Deus te abençoe o/
    likearocklikearoll.blogspot.com ♡

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    1. Oii Indira!
      Que bom que você gostou. Depois me conta o que achou da leitura.

      Beijos!

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