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quarta-feira, 18 de junho de 2014

Entrevista: Felipe Colbert

Depois de ler Belleville e ficar encantada com a história, resolvi entrar em contato com o autor Felipe Colbert para ver se ele tinha interesse em responder uma entrevista para o blog. Ele gentilmente aceitou e contou um pouquinho sobre sua carreira. Vamos conferir? 

Quando você percebeu que gostaria de ser escritor?
Tornei-me um leitor assíduo bem antes de começar minha carreira de escritor. Lembro que, na minha adolescência, ganhei do meu pai uma coleção de livros da Agatha Christie, e acho que foi isso que me despertou para a escrita de romances com tanto mistério, anos mais tarde. Meu primeiro livro só foi publicado em 2008. De lá para cá, aperfeiçoei-me em técnicas de estruturação e sou cada vez mais reconhecido no mercado editorial. 

Quais são suas inspirações literárias? Você pode citar um livro que te marcou?
Não existe apenas um gênero, pois leio e analiso vários deles. Mas gostaria de citar autores mais contemporâneos, como Dennis Lehane e John Boyne. O Menino do Pijama Listrado, aliás, é um dos melhores trabalhos que eu já li. Mais recentemente, tenho acompanhado as carreiras do John Green e Mathew Quick. Quanto aos autores nacionais, muitos deles são meus amigos e me inspiram hoje em dia. 

Você começou escrevendo thrillers. Como aconteceu essa mudança de foco?
Na verdade, hoje me considero um escritor de mistério, não importa qual seja o público-alvo. Em todos os meus livros existe algo que precisa ser desvendado, algo que intriga o leitor, independente do gênero. Na minha concepção, isso impulsiona a leitura, prende o leitor às páginas. Quando um leitor pega um livro para ler, está mais interessado nos conflitos da história do que em qualquer outra coisa. E se você consegue construir personagens marcantes e inserir bem alguns elementos, já é meio caminho andado.

A história gira em torno de Belleville. Porque uma montanha russa?
A montanha russa nada mais é do que um elemento excepcional. Todo romance comercial precisa de um, aquilo que atiça a curiosidade dos leitores. No caso de Belleville, te faz pensar: Como esse cara escreveu um livro sobre uma montanha russa? Foi assim com Ponto Cego, também. Escrevi uma história que gira em torno de um ilusionista cego.

Quanto tempo você levou para escrever “Belleville”?
Planejei o livro durante dois meses. Depois, creio que foram de quatro a cinco meses escrevendo. E mais uns dois, revisando.

Conte sobre seus projetos futuros. 
Não posso falar muito. Estou desenvolvendo mais um romance para público YA, também com uma “fábula” no meio, como fiz com o A Última Nota (em coautoria com a Lu Piras) e Belleville. Espero publicá-lo no ano que vem. E tem uma nova aventura com o protagonista de Ponto Cego.

Você encontrou dificuldades para publicar seu livro?
Como a maioria, no início recebi recusas de editoras, mas não me desanimei. Eu sabia que era apenas uma barreira que precisava ser quebrada. Tive a sorte de me lançar em uma boa editora, que recebeu e publicou três dos meus livros. Hoje estou em uma das maiores e mais conceituadas do país. Quem se autopublica, também tem chances. Os editores começaram a ficar mais atentos a essas plataformas que facilitam a vida do escritor. 

Qual a sua dica para os futuros escritores?
Tenho muitas. Mas se eu for escolher algumas, diria: Quem puder, procure orientação profissional para o desenvolvimento de seus livros; Conte com bons leitores beta, escolha-os a dedo; não tenha receio de cortar trechos dos livros; e quando achar que terminou todas as revisões do seu livro, revise mais uma vez. 

Deixe um recado para os leitores.
Eu quero agradecer imensamente o carinho que tenho recebido à cada leitura de meus livros, em especial, Belleville, meu mais recente trabalho. Tenham certeza que essa reciprocidade só impulsiona ainda mais a minha vontade de criar novas histórias. Quero agradecer também os organizadores do Pitada de Cultura por essa entrevista. Quem quiser entrar em contato comigo, pode utilizar as redes sociais ou o meu site oficial, www.felipecolbert.com.br. E meu desejo é que vocês leiam cada vez mais romances nacionais, porque tem muita coisa boa por aí. :)

14 comentários:

  1. Torço muito para essa nova geração de escritores brasileiros, acho que tem muita gente boa por aí (às vezes à espera de uma oportunidade editorial). Adorei a entrevista, fiquei curiosa para ler um livro dele!

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    1. Também torço, Camila! O Brasil conta com grandes escritores, que merecem destaque e oportunidade. :)

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  2. Bom saber que cada dia há mais valorização dos nacionais!
    Adorei a entrevista e espero ler o livro em breve!
    Beijinhos
    Rizia - Livroterapias

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    1. Que bom Rízia!
      Leia sim e depois me conte o que achou. :)

      Beijo!

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  3. Olá Gabriela,
    Adorei a entrevista e fico muito feliz em saber mais sobre o livro Belleville, eu já ouvi coisas maravilhosas sobre ele e agora com o encanto do autor, pretendo ler o livro o quanto antes.
    PS: Ele começou lendo Agatha *-*
    beijos,
    http://mileumdiasparaler.blogspot.com.br/

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    1. Oii Bruna,
      Fico feliz que você gostou! :)
      Siiim, muito bacana ele ter começado com a Agatha, né? *--*

      Beijo!

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  4. Poxa que bacana ele ter topado. É tão difícil que as pessoas sejam abertas e receptivas assim,
    Parabéns, ficou super bacana.

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  5. Oi, Gabi!

    Eu ainda não li o livro, mas adorei a entrevista!

    beijos,
    Inara
    www.lerdormircomer.com.br

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  6. Adorei a entrevista, me ajudou bastante em algumas respostas que ele deu, meu sonho é ser escritora também! :)
    beijão,
    delicadacomoumcacto.blogspot.com

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    1. Que bacana Amanda! Realmente, algumas respostas contém dicas valiosas para os futuros escritores :)

      Beijo!

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  7. Oi Gabi
    achei muito bacana a entrevista. Muito legal da parte dele ter aceitado a entrevista.
    Eu também comecei lendo mistério, mas foram os de Sidney Sheldon.
    Achei legal também no final ele ter dado essa orientação das pessoas lerem mais obras nacionais. Concordo, brasileiro adora uma modinha norte americana e no Brasil tem tantos escritores talentosos que querem ser reconhecidos.
    Bacana
    bju

    http://karinapinheiro.com.br/versos-mansos-e-doses-de-nostalgia/

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    1. Oii Karina!
      Adoooro Sidney Sheldon, as histórias dele são ótimas.
      Legal mesmo, está na hora de as pessoas valorizarem uma boa obra, independente da nacionalidade do autor.

      Beijo!

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