INÍCIO SOBRE PARCEIROS RESENHAS ENTREVISTAS CONTATO

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Garota Exemplar


Uma das mais aclamadas escritoras de suspense da atualidade, Gillian Flynn apresenta um relato perturbador sobre um casamento em crise. Com 4 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo o maior sucesso editorial do ano, atrás apenas da Trilogia Cinquenta tons de cinza , "Garota Exemplar" alia humor perspicaz a uma narrativa eletrizante. O resultado é uma atmosfera de dúvidas que faz o leitor mudar de opinião a cada capítulo. Na manhã de seu quinto aniversário de casamento, Amy, a linda e inteligente esposa de Nick Dunne, desaparece de sua casa às margens do Rio Mississippi. Aparentemente trata-se de um crime violento, e passagens do diário de Amy revelam uma garota perfeccionista que seria capaz de levar qualquer um ao limite. Pressionado pela polícia e pela opinião pública e também pelos ferozmente amorosos pais de Amy , Nick desfia uma série interminável de mentiras, meias verdades e comportamentos inapropriados. Sim, ele parece estranhamente evasivo, e sem dúvida amargo, mas seria um assassino? Com sua irmã gêmea Margo a seu lado, Nick afirma inocência. O problema é: se não foi Nick, onde está Amy? E por que todas as pistas apontam para ele?
Sinceramente? Eu não sei por onde começar a escrever essa resenha. Esse livro é tão genial, tão manipulador e tão rico em detalhes, que eu passei quase uma hora falando sem parar sobre a história para o meu namorado, e olha que eu nem tinha acabado de ler.  

Amy é uma garota perfeita. Linda, inteligente, cheia de vida e extremamente dedicada ao seu marido. Ela teve sua vida marcada pelos livros que seus pais (psicólogos infantis) escreveram baseados nela. A série Amy Exemplar foi um sucesso e seus pais ficaram incrivelmente ricos. A Amy real teve sua fase de se torturar por não ser tão perfeita como a Amy do livro, mas, atualmente, ela sabe o quão bobo isso é. Então, ela passou simplesmente a aceitar sua vida do jeito que ela é.

Nick é um perfeito idiota desprezível. Atualmente ele é um repórter desempregado e apesar de sempre jogar na cara de Amy que, ao contrário dela, ele realmente precisa trabalhar e que o dinheiro dela não pertence a ele, Nick pegou um empréstimo com sua esposa e abriu um bar com sua irmã gêmea, a Go. Além disso, Nick é daquele tipo de pessoa que não demonstra o que realmente está sentindo. Mesmo que esteja fervendo por dentro, ele se esforça para ser o cara de que todas as mulheres vão gostar. Única exceção: sua esposa. Ela realmente sabe o que se passa por sua cabeça e ele já parou de tentar esconder.

A devoção de Amy e a covardia de Nick vão conduzindo a relação aos trancos e barrancos e eles conseguem chegar ao quinto aniversário de casamento. Amy já tem toda a caça ao tesouro (sua tradição de presente de casamento) elaborada, enquanto Nick nem comprou presente. Ele vai trabalhar dominado por insatisfação e raiva, tentando a todo custo esquecer sua esposa. Quando ele volta, a porta está escancarada, a sala revirada e sua esposa desaparecida. Nenhum pedido de resgate, ninguém viu nada, ninguém ouviu nada. E é aí que o fuzuê começa.  
“Rápido assim. Você pensa: ah, eis aqui o resto da minha vida. Ele finalmente chegou.” Página 40
Agora, junte tudo que eu falei, misture, misture e misture. Acrescente algumas mentiras, um pouco de cinismo e um pouco de psicopatia. Cabem mais algumas revelações? Então coloca também. Eu sei que a sinopse já alerta que tem algo de muito errado acontecendo, mas gente, tem muita coisa errada! A autora conseguiu me manipular direitinho. E ela realmente pensou em tudo, está três passos a frente. Sabe quando você descobre alguma coisa, ai fica com a sensação de “Ah, agora já sei qual vai ser o rumo da história”? Não! Você não sabe, mesmo. 

A narrativa é em primeira pessoa e os capítulos vão alternando entre o Nick e a Amy. Eles nos mostram como desconstruir um casamento e como pode ser complicado quando as coisas não saem do jeito que você quer. A autora mostra como é fácil criar uma imagem da pessoa amada e basear suas ações e reações nessa imagem, que provavelmente está distorcida na sua cabeça.

Enfim, não dá pra falar mais sobre a história sem revelar fatos importantes. Garota Exemplar é o primeiro livro que li da Gillian Flynn e eu realmente gostei muito. Meu conselho? LEIA AGORA!
“É uma época muito difícil para ser uma pessoa, apenas uma pessoa real, de verdade, em vez de uma coleção de traços de personalidade escolhidos e uma interminável maquina automática de personagens.” Página 86 
*Este livro foi uma cortesia da Editora Intrínseca.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Speaking Exchange

Conheci o projeto Speaking Exchange através de uma amiga. Ela comentou que o projeto unia brasileiros interessados em melhorar sua pronuncia e idosos americanos, que não tinham com quem conversar. Quando assisti ao vídeo, fiquei encantada. É uma ideia tão simples e tão incrível. ♥ 

A escola de inglês CNA criou o projeto pensando nos estudantes que querem melhorar seu inglês, mas não tem a chance de viajar para o exterior. Para tornar a experiencia mais real, eles criaram uma plataforma onde os estudantes brasileiros conseguem conversar com os idosos americanos que vivem em uma casa de repouso. É emocionante ver as reações.


Assista ao vídeo:

Por um mundo com mais iniciativas como essa. 

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Os Solteiros


Hannah é diretora de elenco em Nova York e ainda chora pelo ex que a abandonou. Rob não é muito bom em assumir compromissos, mas nos tempos da faculdade quase namorou Hannah — e não se esquece disso... Vicki tem um trabalho lucrativo (embora tedioso) como designer de interiores de uma grande rede de supermercados, e é uma depressiva crônica. Nancy leva uma vida dupla, e Joe é um quarentão que adora namorar mulheres mais jovens... Não há como negar: juntos, eles podem comprometer seriamente os planos de Bee de ter o casamento mais elegante da cidade. Da união desses personagens apaixonados resulta um romance divertido e doce sobre vidas entrelaçadas, relações de amizade e o incontestável amor.
Depois que terminei de ler A Culpa é das Estrelas, eu queria uma história com cara de sessão da tarde. Daquelas que te fazem rir e não querem nada em troca, sabe? Sem dor e sem reflexões. E Os Solteiros me pareceu o livro certo para o momento.

O que Hannah, Rob, Vicki, Joe e Nancy Phil têm em comum? Todos estão convidados para o casamento de Bee. E todos são solteiros. Cada capítulo do livro mostra o ponto de vista de um deles e conta um pouquinho sobre sua história. Quem são, quem foram e o que esperam da vida. 

Hannah é diretora de elenco, ou seja, ela escala atores para comerciais e filmes de baixo orçamento. No momento, sua carreira está dependendo do “sim” de uma renomada atriz. Se ela aceitar participar do filme alternativo que Hannah está produzindo, Hannah dará um salto em sua carreira. O problema é que ela dará a resposta no sábado à tarde, momento em que a Hannah estará sendo madrinha de casamento. 

Rob não tem uma carreira. Atualmente ele trabalha na biblioteca da faculdade e vive em função de sua cadelinha que tem epilepsia. Ele não é o tipo de cara bom com compromissos e responsabilidades. Na faculdade, quando ainda morava em Nova York, ele quase namorou Hannah, mas, como era de se esperar, deixou a oportunidade passar. 

Vicki foi sugada pelo sistema. Ela era uma jovem designer cheia de ideias, mas abandonou seu sonho para aceitar um emprego pouco estimulante, que paga uma quantia absurda para ela basicamente manter o interior dos mercados da mesma maneira. As amizades foram substituídas por solidão. A felicidade, por depressão.

Joe é tio da noiva. Irmão caçula, demorou a assumir responsabilidades e não é muito bem visto pela família. Acabou indo morar em Las Vegas e virou um empresário de sucesso. É um mulherengo assumido.

Phil nem conhece os noivos. Sua mãe estava convidada para o casamento, mas ficou doente e mandou o filho ir em seu lugar. A mãe do noivo é uma velha conhecida e seria desfeita não comparecer ao casamento. 
“Ele fechou os olhos e considerou suas opções. Dormir não era uma delas. Ele estava exausto, mas ligado. Sabia o que queria fazer. Ele foi cheio de atitude até o laptop e o ligou.” Página 190
Comecei a leitura imaginando que iria me apegar aos personagens logo de cara. Infelizmente, não foi o que aconteceu. A história não me convenceu, era leve de mais. Gostei dos capítulos alternados, mas não conseguia encontrar o humor que o livro prometia. Sem contar que me deparei com alguns errinhos de edição. Maaas, como o livro tinha pouco mais de 200 páginas, decidi não abandonar a leitura.

E pasme: fui surpreendida. Lá pela metade do livro eu já tinha começado a gostar de alguns dos personagens e até torcia por eles. As situações engraçadas finalmente começaram a aparecer e eu me peguei curiosa para saber qual seria o desfecho. 

Acredito que a autora quis mostrar como diferentes pessoas agem quando inseridas em um mesmo contexto e o quanto essas reações são influenciadas pela bagagem emocional de cada uma delas. Ela também mostra como é mais fácil viver no comodismo e enxergar somente o que queremos enxergar.

Enfim, o que posso dizer de Os Solteiros? Não vai ser “O” livro da sua vida, mas é uma boa diversão. Tem como bônus uma mini moral, situações divertidas e personagens carismáticos. Se você é fã de livros leves, vai apreciar a leitura. 
“São algemas de ouro. É assim que eles chamam isso, né? Quando você ganha dinheiro demais para não fazer aquilo que realmente te faria feliz?” Página 113 
*Este livro foi uma cortesia da Editora Novo Conceito.

domingo, 21 de setembro de 2014

Resultado do sorteio de 3.000 seguidores

Finalmente chegou dia 21 e saiu o resultado do sorteio de 3.000 seguidores. Quero agradecer a todos que participaram, que compartilharam e que retuitaram. Vocês são de mais! :)
Bora conferir quem ganhou?


E a vencedora de hoje é: Letícia Souza! Parabéns Letícia, já enviei um e-mail pra você e aguardo sua resposta em até 3 dias, ok?

E se você não ganhou, fique de olho. Assim que a fanpage (curte!!!) chegar a 4.000 curtidas eu faço outro sorteio! :)

Beijo!


sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Ensaio fotográfico: Geek Love

No feriado de 7 de setembro a Amanda (do blog Guerra de Almofada)  veio passar o final de semana aqui em casa. Como ela é fotógrafa (já curtiu a página dela?), aproveitamos para fazer um ensaio fotográfico com um tema que a gente ama: Geek Love. Apesar da vergonha, meu namorado topou participar. Vim compartilhar o resultado com vocês porque estou apaixonada pelas fotos. Ficaram incríveis.


Fica registrado aqui o meu super obrigada, viu Amanda? Eu amei! E vocês, o que acharam do ensaio? A Amanda arrasa, né? :)

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Pérolas na Estante

Heey pessoal! 
Dica de livro bom nunca é demais, né? Pensando nisso, os autores Landulfo Almeida, Marcelo Hipólito e Janaína Rico criaram o Pérolas na Estante, um programa semanal onde cada um indica um livro que realmente vale a pena ler. Os vídeos são curtinhos, tem em torno de 10 minutos, então não tem desculpa para não assistir. 

O vídeo dessa semana tem de tudo para agradar vários tipos de leitores. Cada autor deu uma dica de livro completamente diferente da outra. Sem contar que o vídeo é super engraçado e dinâmico. Vale a pena conferir!


Lembrando que o programa vai ao ar toda terça-feira. :)

Vocês já conheciam o Pérolas na Estante? Quero saber o que vocês acharam! 

terça-feira, 16 de setembro de 2014

A Culpa é das Estrelas



Hazel é uma paciente terminal. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante - o que lhe dá a promessa de viver mais alguns anos -, o último capítulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico. Mas em todo bom enredo há uma reviravolta, e a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que certo dia aparece no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas. 


 Demorei para me render a esse livro. Quem acompanha o blog sabe que eu não sou a maior fã de livros tristes e dramáticos. Fico remoendo e sofrendo a história por dias, mesmo depois de ter terminado a leitura. Além disso, as milhares de recomendações que o livro tinha me deixavam um pouco com o pé atrás. Enfim, resisti bastante, mas o filme foi lançado e eu não queria assistir sem ter lido o livro então resolvi ler de uma vez. E me surpreendi muito, muito mesmo.

Provavelmente o mundo inteiro já sabe do que se trata a história, mas mesmo assim vou falar um pouquinho. Hazel é uma adolescente de 16 anos e tem câncer. Ela é uma paciente terminal, que conseguiu mais algum tempo de vida graças a um novo remédio. Então ela sabe que vai morrer em algum momento e que os remédios só estão adiando o inevitável. Apesar da situação, se engana quem pensa que Hazel é a pessoa mais deprimida do mundo. Ela tem um humor fino e apesar de sua condição física ser um tanto debilitada, sua mente é bastante afiada. 

Em uma tentativa de agradar sua mãe e provar que não, ela não está entrando em depressão, Hazel começa a frequentar um grupo de apoio para crianças com câncer. As reuniões são tão chatas, que tédio passa ser o sentimento dominante dentro de Hazel. Até o dia em que Augustus aparece. Gus é lindo, inteligente e não tem cara de quem está com câncer. Mesmo assim, ele está lá e não para de encarar Hazel. E ela, por sua vez, não consegue parar de espiar, para ver se ele ainda está olhando. Naquele momento, ela ainda não sabia que esse seria o início de um novo capítulo de sua vida.
“Balancei a cabeça, tentando não sorrir. Eu não queria ser uma granada. Mas, para falar a verdade, ele sabia o que estava fazendo, não sabia? Era uma questão de escolha para ele também.” Página 150
A história é narrada pela Hazel e nem preciso dizer o quanto isso deixa o livro mais realista, né? Parece que estamos lendo um diário. E é uma leitura muito rápida, quase como se o livro estivesse pedindo para ser devorado. Como eu disse, a Hazel tem um ótimo senso de humor e isso se estende a sua narração. Mas, apesar de não ficar se queixando de sua doença e falta de sorte, Hazel trata as possíveis amizades de forma um tanto distante. Ela não quer que as pessoas se envolvam muito com ela, para não sofrerem mais do que o necessário quando ela partir.

E isso leva diretamente aos seus pais. Sua mãe precisou parar de trabalhar para cuidar dela. Seu pai trabalha fora e parece estar sempre chorando. Hazel não consegue evitar a sensação de culpa, de estar estragando uma grande parte da vida dos pais à toa, afinal em breve ela não estará mais ali. 

Também vale ressaltar que John Green consegue pegar o leitor (que não leu nenhum spoiler) de surpresa. No início do livro, tudo indica um caminho e lá no meio, quando você se apega a todo mundo e esquece que essa história também é sobre a dor, ele vem e destrói seu coração. Simples assim.

A Culpa é das Estrelas é um livro que mescla drama com conto de fadas. É uma história que vai muito além de um amor adolescente, mas nem por isso deixa de lado essas características. John Green cria personagens incríveis, cativantes, inteligentes e muito reais. Impossível não se apaixonar.  
“Parecia que tinha sido, tipo, há uma eternidade, como se tivéssemos vivido uma breve, mas infinita, eternidade. Alguns infinitos são maiores que outros.” Página 210

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Zilla e sua viagem sem sair de casa

Vocês já pararam para pensar até que ponto as imagens que vemos nas redes sociais são reais? Tudo bem não expor o que deu errado no seu dia, mas tem muita gente que faz questão de manter uma vida perfeita na internet, quando muitas vezes a realidade não é bem assim. 

E foi justamente isso que a holandesa Zilla Van Den Born quis mostrar. Ela planejou uma viagem falsa para lugares paradisíacos do sudeste asiático. Passou 5 semanas postando fotos manipuladas no photoshop, comidas que ela mesmo cozinhava e, com o ângulo certo, pareciam ser feitas em restaurantes e cenários que ela mesma criou. Enganou a todos, inclusive seus pais. 

Zilla quis mostrar que sim, nós filtramos e manipulamos tudo que mostramos aos outros, principalmente na internet. E ela conseguiu. É relativamente fácil fazer crer que você tem uma vida dos sonhos. Tudo depende do ângulo certo.


E a reação das pessoas quando ela contou que tudo não passava de uma farsa:


As montagens ficaram perfeitas, né? Fica o alerta para não acreditar em tudo que tem na internet. ;)

Fonte: Galileu
Fotos: Google

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

O Doador de Memórias


Ganhadora de vários prêmios, Lois Lowry constrói um mundo aparentemente ideal onde não existe dor, desigualdade, guerra nem qualquer tipo de conflito. Por outro lado, também não existe amor, desejo ou alegria genuína. Os habitantes da pequena comunidade, satisfeitos com suas vidas ordenadas, pacatas e estáveis, conhecem apenas o agora - o passado e todas as lembranças do antigo mundo foram apagados de suas mentes. Uma única pessoa é encarregada de ser o guardião dessas memórias, com o objetivo de proteger o povo do sofrimento e, ao mesmo tempo, ter a sabedoria necessária para orientar os dirigentes da sociedade em momentos difíceis. Aos 12 anos, idade em que toda criança é designada à profissão que irá seguir, Jonas recebe a honra de se tornar o próximo guardião. Ele é avisado de que precisará passar por um treinamento difícil, que exigirá coragem, disciplina e muita força, mas não faz idéia de que seu mundo nunca mais será o mesmo. Orientado pelo velho Doador, Jonas descobre pouco a pouco o universo extraordinário que lhe fora roubado. Como uma névoa que vai se dissipando, a terrível realidade por trás daquela utopia começa a se revelar. Premiado com a Medalha John Newbery por sua significativa contribuição à literatura juvenil, este livro tem a rara virtude de contar uma história cheia de suspense, envolver os leitores no drama de seu personagem central e provocar profundas reflexões em pessoas de todas as idades.
Imagine um mundo onde tudo funciona perfeitamente bem. As pessoas têm a vida toda definida pelo sistema e estão felizes com isso. A ideia de poder escolher sua ocupação ou seu conjugue nem passa pela cabeça dos moradores e se alguém se atreve a pensar em algo do tipo, se assusta com estranheza da ideia. Afinal, o sistema passa o dia observando as pessoas e sabe o que é melhor para cada um. Nesse mundo “ideal”, todas as variáveis que podem causar desordem, sofrimento ou desejo são eliminadas. Os moradores não têm permissão para desrespeitar ou questionar a vida e as diferenças dos outros. Não existe dor, nem sofrimento. Tampouco existe amor, ou emoções profundas.

Jonas vive nessa comunidade e está prestes a completar 12 anos, idade em que é definida a ocupação do habitante. Ele sabe que vai ser feliz com a profissão que designarem para ele, mas mesmo assim está apreensivo e ansioso. Quando finalmente chega o dia da cerimônia, Jonas tem uma surpresa: é escolhido para ser o próximo guardião de memórias. Ninguém sabe ao certo o que o guardião faz. A única certeza é que o treinamento é doloroso.

Com o início do treinamento, Jonas passa a ter contato com o Doador de memórias e tem uma grande revelação: o mundo não é como ele conhece. A comunidade não tem consciência de que existe um passado, que existiram guerras e que pessoas morreram de fome. A comunidade sequer sabe que existem cores, vento, amor. Quando, através das memórias que recebe, Jonas conhece essa outra realidade e descobre que existe outra maneira de se viver, ele passa a se sentir deslocado e traído. Em pouco tempo ele percebe o quanto é injusta a maneira de viver de sua comunidade, o que acaba colocando seus valores em cheque.
“- Ele poderia fazer escolhas erradas.
- Ah – Jonas ficou em silêncio um minuto. – Ah, estou entendendo o que quer dizer. Não teria importância quando se referisse a um brinquedo de criança-nova. Mais tarde, porém, teria importância, não é? Não nos atrevemos a deixar as pessoas fazerem escolhas próprias.” Página 102
A princípio, a ideia de um mundo sem desigualdade e sem conflitos parece extremamente atraente. Contudo, com o passar das páginas a autora vai mostrando do que foi preciso abrir mão para que existisse um mundo assim. Além disso, ela mostra que mesmo esse mundo “ideal” não é a prova de falhas. E quando alguma coisa sai do controle, a maneira com que a situação é resolvida é drástica.

A autora conseguiu mostrar que é impossível criar um mundo perfeito. Porém, não posso negar que algumas das regras do mundo que Lowry criou seriam bem utilizadas hoje em dia. Afinal, ultimamente basta acessar alguma fonte de notícias para dar de cara com situações tão absurdas, que chegam a beirar o ridículo. No mundo de Lowry não existe bullyng, as “famílias” têm como hábito conversar no jantar para expor seus sentimentos, as pessoas respeitam as diferenças e limitações dos outros e não se intrometem. No livro, o preço por essas regalias é alto de mais. Na vida real, onde a liberdade é bem maior, as pessoas preferem agir de maneira totalmente contrária. Dão palpite na vida de estranhos, julgam o próximo e, quando estão em casa, se fecham em seu próprio mundo e se esquecem de compartilhar seus feitos com quem realmente se importa.   

O Doador de Memórias é uma leitura rápida, mas que consegue levantar grandes questionamentos. O enredo é muito bem feito e o livro parece não ter páginas suficientes. Terminada a leitura, fica o desejo de tentar encontrar um equilíbrio entre o mundo real e o mundo de O Doador de Memórias.
“- As coisas podiam mudar, Gabe – Jonas continuou a falar. – Podiam ser diferentes. Não sei como, mas deve haver um jeito qualquer para fazê-las ficar diferentes. Poderia haver cores. E avós – acrescentou, fitando o teto de seu dormitório através da penumbra. – E todo mundo teria as lembranças. Você sabe das lembranças – murmurou, virando-se para o berço.” Página 133
*Este livro foi uma cortesia da Editora Arqueiro.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

5 on 5: Autores que recomendo

Heey pessoal! O tema de hoje do 5 on 5 é: Autores que recomendo. E gente, sabe qual foi a parte mais difícil? Escolher só 5. Como existe autor bom nesse mundo, meu Deus! Mas enfim, resolvi escolher autores que já li vários livros, para poder recomendar com certeza. Só tem uma exceção, mas foi mais do que justa. Bora conferir?

J. K. Rowling: Essa mulher fez com que eu decorasse partes dos seus livros, fez com que eu quisesse ter uma coruja, fez com que eu acreditasse em magia e fez com que eu me apaixonasse por uma série pela primeira vez. Ela MERECE ser lida. 


Sidney Sheldon: Quando começo a ler um livro, geralmente demoro alguns capítulos para entrar de cabeça na história. Com os livros do Sheldon é sempre diferente, nas primeiras linhas já fico totalmente entretida na história. Impossível não amar.  


Agatha Christie: Dispensa comentários, né? Tem que ler.


Harlan Coben: Escolhi o Coben porque todas as histórias dele são cheias de reviravoltas e descobertas. A leitura sempre te pega de surpresa em algum momento. 


John Green: Siiim, ele mesmo! Eu terminei de ler A Culpa é das Estrelas essa semana e ainda estou encantada com o livro. Já tinha lido O Teorema Katherine e gostado da escrita do autor, mas, sinceramente, não esperava que A Culpa é das Estrelas fosse tudo isso que estavam falando. E, eu estava TÃO enganada. Então sim, eu recomendo que você leia John Green hoje e se apaixone por sua escrita.


Gostaram dos meus 5 escolhidos? Quais autores vocês consideram os 5 mais?

E não esqueçam de conferir os escolhidos das meninas: Thais, Bruna, Alicia e Mareska.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Tirinhas: Cadê o meu café?

Há alguns dias eu entrei no face e dei de cara com uma ilustração que me chamou a atenção. Cliquei no link e descobri a página Cadê o meu café? e gente, amei! O estilo das ilustrações é mega fofo e as tirinhas são incríveis. Sendo assim, me senti na obrigação de compartilhar minha descoberta com vocês. haha Espero que vocês gostem. :)


Essa é a minha preferida!

E sim, eu adoro as redes sociais e o tanto de coisa bacana a gente consegue conhecer através delas. ;)

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Comprinhas na Bienal

Demorou, mas finalmente saiu o post sobre as comprinhas que fiz na Bienal. Vou logo avisando que não pirei tanto nas comprinhas. O que aconteceu foi o seguinte: eu tenho uma lista de leitura gigantesca, com vários livros que comprei e recebei de parceria. E eu sou daquelas que tem dó de o livro ficar parado, esperando um tempão para ser lido. Sendo assim, já fui com a intenção de não comprar muito livro. Chegando na Bienal, era MUITA coisa pra ver, ficamos meio perdidas. Sabe quando você quer tudo e acaba sem levar quase nada? Foi isso que aconteceu. E sim, eu me arrependi um pouquinho de não ter comprado mais. Fica a experiência para a próxima Bienal.

Quando vi que ia lançar o livro do Diário de Classe fiquei super empolgada. Depois, li uma resenha incrível sobre o livro e fiquei ainda mais curiosa para ler. Quando vi no estande da Gutemberg por apenas R$9,90, não resisti.


Assisti ao filme Argo por acaso, sem nem saber do que se tratava a história. O filme é incrível é baseado em uma história real (recomendo!!). Já sabia que tinha o livro e sempre quis ler. Encontrei no estande da Intrínseca por R$5,00.


Meu namorado é viciado na série Exterminador e super fã do Arnold Schwarzenegger. Acho que ele já sabe decor todos os filmes. haha Enfim, eu achei essa autobiografia dele no estande da Sextante por R$9,00. Foi umas das minhas primeiras compras e tive que carregar esse livro gigante o dia inteiro, mas valeu a pena! :)


Ainda no estande da Sextante, comprei Como falar com um viúvo (resenha aqui!) para dar de presente. Paguei R$2,00.


Como contei lá no post da Bienal, conseguimos pegar autógrafo com o Maurício de Sousa, mas para isso precisei comprar o novo livro dele. Comprei para o meu irmão e ele adorou. Eu não lembro certinho o preço do livro, mas foi em torno de R$50,00.


Ainda para o meu irmão, comprei esse livro liiiiindo de dragões. A capa é gordinha, como se fosse estofada. Fiquei apaixonada! haha E paguei só R$10,00.


E por fim, comprei esse livro do Picasso para minha mãe, porque ela é professora de artes. Também paguei R$10,00.


E essas foram minhas comprinhas. Gostaram? Em breve entra resenha dos livros que comprei pra mim! :)