INÍCIO SOBRE PARCEIROS RESENHAS ENTREVISTAS CONTATO

domingo, 30 de novembro de 2014

DIY Árvore de revista


Heey pessoal, hoje é dia de DIY! O canal Manual do Mundo instigou (ainda mais) a curiosidade do meu irmão e o deixou super inspirado para fazer experiências. Todo dia ele faz alguma coisa diferente e fica todo orgulhoso. E no meio de tanta experiências, ele fez uma árvore de revista, para ajudar a enfeitar a casa no natal. Eu achei o resultado tão bacana, que resolvi fazer um DIY para compartilhar aqui no blog. E ele gostou taanto da ideia que, além das fotos, acabamos fazendo um pequeno vídeo. 


Você vai precisar de: 
- 1 revista velha;
- Um pouquinho de paciência.


Depois é só enfeitar! :)

Uma foto publicada por @gabrielaamoroso em

E aí, gostaram do DIY? É uma opção baratinha para enfeitar escritórios e escrivaninhas. :)

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Para onde ela foi



Meu primeiro impulso não é agarrá-la nem beijá-la. Eu só quero tocar sua bochecha, ainda corada pela apresentação desta noite. Eu quero atravessar o espaço que nos separa, medido em passos não em milhas, não em continentes, não em anos , e acariciar seu rosto com um dedo calejado. Mas eu não posso tocá-la. Esse é um privilégio que me foi tirado. Com a mesma força dramática de Se Eu Ficar, agora pela voz de Adam, Para Onde Ela Foi expõe o desalento da perda, a promessa da esperança e a chama do amor que renasce.
*Essa resenha contém spoilers do livro Se eu ficar.

Quem leu a resenha de Se eu ficar (aqui!) sabe que eu AMEI o livro. E, apesar de estar mega curiosa para ler Para onde ela foi, eu não sabia ao certo o que esperar. Não sabia qual rumo a Gayle iria tomar e nem como eu iria encontrar os personagens. Acho que foi justamente por isso que fiquei tão surpresa quando encontrei uma leitura ainda melhor. Melhor do que eu esperava e melhor do que o primeiro livro. 

Três anos depois do acidente, as coisas estão bem diferentes na vida de Adam. Sua banda finalmente decolou e ele se tornou um músico famoso, daqueles que atraem revistas de fofoca e fãs desesperadas. Quem vê de fora, acredita que a vida de Adam é perfeita. O que nenhuma revista sabe é que ele está cada vez mais desequilibrado e com o psicológico extremamente abalado. 

Mia agora mora em Nova York e está começando uma carreira de sucesso como violoncelista. Ela e Adam não se falam desde que ela entrou para a faculdade e pasme: a decisão foi dela. Mia parou de atender ao telefone, não respondeu mais e-mails e nem deu sinal de vida. Ela o  deixou para trás e não se deu o trabalho de explicar o motivo. 

O resultado disso é um Adam abalado, que está a um passo de detonar tudo. Apesar de ter canalizado sua dor e transformado em música, ele não sabe mais como lidar com essa situação. E é quando ele menos espera, em sua última noite antes de sair em turnê, que seu mundo vira (de novo) de cabeça para baixo e ele encontra Mia. 
“Havia sinais. Provavelmente mais deles do que eu já captei, talvez até depois do ocorrido. Mas perdi todos. Talvez porque eu não estivesse procurando por isso. Estava ocupado demais olhando sobre o meu ombro para o fogo para prestar atenção no abismo que estava à minha frente.” Página 95
Dessa vez, a narração é feita em primeira pessoa pelo Adam, mas também conta com flashbacks. A sua dor é tão palpável na narração, que tudo fica ainda mais realista. Imagine passar por uma trauma desses, negligenciar a sua vida para ajudar a namorada e depois ela te descartar sem mais nem menos.

Tanto Adam como Mia estão mais maduros nesse livro. E, diferente do que muita gente imaginou, Gayle não facilitou as coisas para o casal. Não é um livro sem graça, onde eles se encontram, tudo se encaixa de primeira e volta ao normal.  É, novamente, um livro vida real, onde cada um tem sua cota de mágoas. Ambos estão perdidos e querem respostas. Ou pelo menos, um encerramento.

O único ponto que não gostei do livro foi a capa. Sou a favor de capas que seguem o mesmo padrão para histórias que se complementam.  Fora isso, o livro é incrível. Gayle consegue dar um final totalmente condizente com a história. Ela mostra como algumas fases de nossa vida precisam de um encerramento, para dar espaço a novas fases e recomeços. Recomendo muito
“E, de repente, é como se eu tivesse usado fones de ouvido a noite toda e eles tivessem caído, e tudo o que estava abafado agora está claro.” Página 193
 *Este livro foi cedido para resenha pela Editora Novo Conceito. 

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

#ComoFala

Já falei aqui que adoro os projetos criativos que encontro na internet. Essa semana conheci (através do facebook do Catraca Livre) o tumblr Como Fala, do Gustavo Asth. Pensando na dificuldade que grande parte das pessoas têm em pronunciar corretamente o nome de algumas marcas, ele criou cartazes utilizando a mesma tipografia da marca, mas escrevendo como o nome deve ser pronunciado. O resultado é super bacana e, em alguns casos, chega a causar uma certa estranheza, de tão diferente que a escrita fica.

WhatsApp
Jack Daniels
Black Friday
Volkswagen
Heinz
Sephora
AC/DC
Wi-Fi
Subway
Gostou? Então confira o projeto completo aqui!

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Tag: Meus livros, ninguém sai!


Heey pessoal! A Liah, do blog Confissões de um leitor, me indicou para responder a tag "Meus livros, ninguém sai". Eu adoooro tags, porque é sempre uma desculpa para mexer na estante e relembrar minhas leituras. E essa tag em especial é muuuito divertida, porque foi criada a partir do vídeo de humor "Meus óculos! Ninguém sai". Se você não conhece o vídeo, assiste aí, porque é rapidinho e a tag vai fazer mais sentido!


Bora começar?

1.“Ei coisinha, vá devagar”: Sabe aquele livro que você devorou rapidamente? Qual foi ele?
Sabe quando você lê desesperadamente, só pensa na história, não quer que ela termine, mas não quer parar de ler? Então, foi assim com Fangirl. Devorei e devoraria de novo!


2. “Eu vou me segurar aqui”: Qual livro te prendeu?
Difícil essa, porque muitos me prendem. Acabei escolhendo O segredo do meu marido porque foi uma leitura marcante. Gostei muito da história, e lembro que cheguei em determinada parte e não conseguia parar de ler. Recomendo.


3. “Se eu cair eu quebro a minha clavícula”: Qual obra te desestabilizou emocionalmente?
Escolhi Um Dia porque gente, eu me apaixonei pelos personagens, sofri junto com eles, torci por eles e aí acontece o que aconteceu. Não conseguia acreditar, não conseguia esquecer. Foi um livro que mexeu bastante comigo.


4. “MEU ÓCULOS, ninguém sai!”: Qual livro você não empresta ou tem muito ciúmes?
Eu sempre fui muito ciumenta com meus livros. Tinha medo de emprestar e a pessoa não devolver ou estragar. Aconteceram as duas coisas durante o caminho, mas, contrariando as expectativas, hoje eu tenho um pouquinho menos de medo de emprestar. Acho que aprendi pra quem eu posso ou não emprestar. haha
Agora, dentre todos que tenho, acho que não me sentiria tão confortável emprestando os que têm dedicatória ou autógrafo. Por exemplo, Harry Potter e a Ordem da Fênix eu NÃO empresto. Lembro exatamente do dia que ganhei esse livro, do quanto eu estava DOIDA para ler e a felicidade que senti. Sem contar essa dedicatória fofa dos meus pais (♥) e o estado que o livro se encontra. Já reli tanto que tenho medo da capa sair.


5. “Juliana você viu meu óculos?”: Qual livro você emprestou e nunca mais viu na vida? 
O caso dos dez negrinhos nunca voltou pra casa. Já me conformei e agora quero comprar uma edição mais nova, com uma capa bacana e reler. 


6. “Juliana tá DES-MAI-ADA!!!”: Qual livro te deixou com ressaca literária, sem poder ler outros livros? 
Dificilmente minhas ressacas literárias duram muito, então não sabia qual livro colocar. Escolhi Garota Exemplar porque foi um livro tão genial, que é meio difícil não ficar de ressaca depois da leitura. Gillian Flynn entra na sua mente e é difícil fazê-la sair.


 7. “Shamuchamochamu chama o SAMU!”: Que livro te deixou louco pela continuação?
Ahh Jogos Vorazes. Sorte que quando eu li já tinha a continuação me esperando, se não teria que ter chamado o Samu meeesmo! haha Estou adorando essas séries de distopias, o gênero está com tudo. Outro que me deixou doida pela continuação (tanto que comecei a ler no mesmo dia que terminei o primeiro) foi Starters


8. “Eu errei, viu?”: Escreva aqui um pouco sobre aquele livro que você achou se seria uma coisa e é outra!
Eu errei quando criei inúmeras expectativas para ler O Substituto. Não é uma história empolgante, não me apaixonei pelos personagens, não convenceu. O autor começou com um personagem fracassado e terminou da mesma maneira. Não vi evolução, sabe? 


Liah, obrigaaaada pela indicação! Adorei responder a tag, viu? Me diverti muito! ♥

E vocês, gostaram da tag? Quem quiser fazer, fica a vontade e depois me manda o link que quero ver! Tem alguma outra tag que vocês gostariam de ver por aqui?


terça-feira, 18 de novembro de 2014

Dica da Semana: How do you know

Sinopse
Sábado à noite, namorado dormindo e o meu sono na lua. Resolvi procurar uma comédia romântica no netflix e acabei escolhendo How do you know (Como você sabe), porque gosto do trabalho dos atores. Terminei o filme com um sorriso no rosto, achei fofo, gostoso de assistir. Ainda não sabia se iria fazer resenha aqui no blog ou não. Eis que hoje fui marcar o filme no filmow e vi a média geral de avaliação: 2.6. Confesso que tomei um baita susto. Tudo bem o filme não valer um 5, mas 2.6? Não entendi. Curiosa, fui conferir os comentários. A maioria dizia que o filme tem um orçamento exagerado, é chato, longo e não acrescenta em nada. Outros reclamavam do filme por ele ser clichê.

Ok. Não acho que orçamento de filme é motivo para gostar ou desgostar da obra, mas, se você acha, tudo bem. Também não entendo qual o problema de um filme ser longo. É a mesma coisa de você vir reclamar que um livro tem muitas páginas. Concordo que a obra não pode ficar maçante, mas, nesse caso, eu sinceramente nem vi o tempo passar. O filme é reflexivo, mostra as escolhas e problemas que passamos diariamente. Mas também é divertido e conta com passagens encantadoras.

Outra coisa que não me engana mais é essa mania de falar que “ai, é ruim porque é clichê”. Já deu. O mundo é clichê, a sua vida é clichê, então não vem reclamar de um filme só por ele ser clichê. Não sabe do que reclamar, então bota a culpa no clichê. Mas antes, pensa um pouquinho. O clichê é bom? Foi bem explorado? Então ótimo, não tem motivo para não apreciar. E, só para esclarecer, nesse caso foi bem explorado sim. Você começa a assistir ao filme e sabe que a protagonista vai ter que escolher entre dois caras. O que você não sabe é que não existe um cara ruim e um cara bom. Os dois são bons, com defeitos insuportáveis e qualidades admiráveis, mas bons. Os dois são fofos. E os dois são apaixonados. Como faz para escolher nesse caso? Acompanha o filme. E é aí que acontecem idas e vindas e reviravoltas. Assim como na vida real. Tá ai o motivo de o filme ser comprido. Diferente do que vocês pensam, revoltados sem causa, a personagem não começa namorando o cara mal, conhece o cara bom, se apaixona e fim. Nem tudo acontece com essa rapidez que vocês estão acostumados a ver. A vida não é feita apenas de cenas engraçadas e bons momentos. As pessoas se decepcionam, ficam confusas, perdidas. E é isso que o filme mostra. Então, por favor, não me venha falar que How do you know é parado, clichê e não acrescenta em nada. Arrume argumentos.

A impressão que fiquei é que já que existiam várias críticas, outras pessoas resolveram criticar também, só para mostrar que estavam comentando, sabe? Dentre uma enxurrada de criticas, os argumentos pertinentes eram poucos. 

Não estou querendo mudar a opinião de ninguém, nem obrigar você a gostar do filme como eu gostei. Só vim fazer um desabafo. Dizer que tá tudo bem pensar diferente de todo mundo. Tô com preguiça desse povo que só critica por criticar, que só usa a internet para causar discórdia e espalhar mau humor. Desliga a internet e vai ser feliz.

P.S.: Essa é a MINHA opinião, ok? Não tem problema se a sua opinião for diferente.☺E, se você já assistiu ao filme, me conta nos comentários o que achou. Beijo!

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Um elefante quase incomoda muita gente

Skoob
Sempre adorei livros infantis e gosto muito de histórias com elefantes. Sendo assim, quando vi Um elefante quase incomoda muita gente não pensei duas vezes e solicitei para resenha. Sei que na fanpage do blog (curte!!) tem bastante gente que curte livro infantil, então acho que a dica pode ser útil.

Sam nunca imaginou que ao assinar um formulário de “Adote um elefante”, ele iria realmente adotar um. Imagine a surpresa do menino quando a campainha toca e ele dá de cara com o referido elefante – usando boina e cachecol – e sua mala.


O elefante anuncia que veio morar com o garoto e já começa a fazer suas exigências: quer tomar banho, está cansado e com fome. Assustado, Sam pergunta o que um elefante come e a resposta não poderia ser mais óbvia: Comida, seu bobinho.


Pensa em um elefante folgado. Pensou? Agora multiplica e coloca umas pitadas de falta de educação. Além disso, nosso elefante azul é espaçoso e egoísta. O autor mostra de uma forma divertida como pode ser complicado cuidar de um animalzinho. Um cachorrinho não dá tanto trabalho como um elefante, mas geralmente a criança não pensa em todas as responsabilidades que acompanham a adoção. Sem contar que qualquer animalzinho, assim como o elefante, vai ser inconveniente e mexer nas suas coisas quando bem entender. 


Desde que o livro chegou, meu irmão já leu umas quatro vezes e deu muita risada. No final da primeira leitura ele veio falar “Nossa, a gente precisa mesmo pensar nas coisas antes de fazer”. 

Vale ressaltar que a edição está incrível. É capa dura e tem detalhes em dourado. Sem contar as ilustrações que são lindas, detalhadas e divertidas. O que você está esperando para ler, seu bobinho? 


*Este livro foi cedido para resenha pela Editora Intrínseca. 

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Divulgação: Inked, o novo livro de Eric Smith

Heey pessoal! Vocês lembram que em julho eu entrevistei o Eric Smith, autor de Geek Love? Na entrevista ele contou que estava trabalhando em um novo livro, que seria lançado em novembro. Estamos em novembro e como o livro está prestes a ser lançado, o autor me enviou um e-mail contando a novidade. Vamos conferir?

Sometimes your only chance to survive, and what you most fear… is to be INKED.
Tattoos once were an act of rebellion.
Now they decide your destiny the moment the magical Ink settles under your skin.
And in a world where Ink controls your fate, Caenum can't escape soon enough. He is ready to run from his family, and his best friend Dreya, and the home he has known, just to have a chance at a choice.
But when he upsets the very Scribe scheduled to give him his Ink on his eighteenth birthday, he unwittingly sets in motion a series of events that sends the corrupt, magic-fearing government, The Citadel, after him and those he loves.
Now Caenum, Dreya, and their reluctant companion Kenzi must find their way to the Sanctuary, a secret town where those with the gift of magic are safe. Along the way, they learn the truth behind Ink, its dark origins, and why they are the only ones who can stop the Citadel.
Eric Smith takes you on a fast-paced fantasy adventure, perfect for anyone who has dreamed of being different…only to discover that destiny is more than skin deep.
O designer da capa contou que se inspirou nas tatuagens que fazem parte da história do livro. O resultado ficou super bacana, né? 

Quem aí ficou curioso para ler? Infelizmente, ainda não há previsão para o lançamento aqui no Brasil. Fica a dica para as editoras ;)

Se quiser saber mais, acompanhe o autor aquiaqui ou aqui.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

5 on 5: Capas mais bonitas da estante

Hoje é dia do 5 on 5, mas também é o dia do designer, então parabéns colegas de profissão! *-* E deu super certo, porque o tema de hoje é: Capas mais bonitas da estante. Eu adoro observar capas de livros. É um fator que eu sempre reparo e acho que as algumas editoras deveriam prestar mais atenção. Não é só pegar uma foto bonita, colocar um jogo de sombras e escrever em cima. Por favor, usem a criatividade, editoras! 

Tenho várias capas lindas na minha estante, então foi complicado escolher só cinco. Acabei escolhendo as que me deixaram apaixonada por alguma razão diferente.

Adormecida: Quem já leu esse livro sabe que a capa é totalmente condizente com a história, misturando gases químicos com conto de fadas. E eu adoro os tons dela. Merece estar entre as cinco mais!


A Maldição do Tigre: Como lidar com esse tigre maravilhoso te encarando e uma capa brilhante? Não tem nem o que falar, né?


O Circo da Noite: Essa capa é incrível. Juro que a foto não consegue transmitir o quanto esse livro é lindo. Esse foi um dos que comprei pela capa e não me arrependo. A história é bem bacana também, então vale a pena adquirir. 


A Máquina de Contar Histórias: Uma das capas mais lindas desse ano, concordam? Queria ter uma máquina de escrever exatamente como essa.


Escola dos Sabores: Essa capa é a mais singela. Ela me passa uma sensação boa, sabe? Fico desejando estar presente nessa cena.


E essas foram minhas escolhidas. Se pudesse, eu colocaria umas 20 capas mais bonitas! haha Qual vocês mais gostaram?


Confira também as capas mais bonitas das estantes das meninas: ThaisBrunaAlicia e Mareska. 

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Fangirl


Cath é fã da série de livros Simon Snow. Ok. Todo mundo é fã de Simon Snow, mas para Cath, ser fã é sua vida – e ela é realmente boa nisso. Vive lendo e relendo a série; está sempre antenada aos fóruns; escreve uma fanfic de sucesso; e até se veste igual aos personagens na estreia de cada filme. Diferente de sua irmã gêmea, Wren, que ao crescer deixou o fandom de lado, Cath simplesmente não consegue se desapegar. Ela não quer isso. Em sua fanfiction, um verdadeiro refúgio, Cath sempre sabe exatamente o que dizer, e pode escrever um romance muito mais intenso do que qualquer coisa que já experimentou na vida real. Mas agora que as duas estão indo para a faculdade, e Wren diz que não a quer como companheira de quarto, Cath se vê sozinha e completamente fora de sua zona de conforto. Uma nova realidade pode parecer assustadora para uma garota demasiadamente tímida. Mas ela terá de decidir se finalmente está preparada para abrir seu coração para novas pessoas e novas experiências. Será que Cath está pronta para começar a viver sua própria vida? Escrever suas próprias histórias?
Primeiro livro que leio da Rainbow e já me apaixonei logo de cara. O que é esse livro gente? Leitura deliciosa, que faz você grudar na história e devorar cada página.

Cath e sua irmã gêmea Wren sempre foram melhores amigas e nunca precisaram se preocupar em ter companhia de outras pessoas, pois sempre fizeram tudo juntas. A convivência era fácil, a cumplicidade estava presente e o amor pela série de livros Simon Snow era verdadeiro. Até elas completarem 18 anos. Agora, elas estão entrando na faculdade e Wren já superou a fase do Simon Snow. A garota pretende fazer novos amigos e ganhar liberdade, sem ter que carregar a irmã junto. 

Já Cath, vive de Simon Snow. A garota escreve uma fanfic de muuuito sucesso sobre a série e tem milhares de visualizações por dia. Ao contrário da irmã, ela é tímida e tem dificuldades para fazer amizade. Seu plano para a faculdade? Viver de barrinhas de cereal para não precisar encarar o refeitório, passar despercebida pelas pessoas e terminar sua fanfic antes do lançamento do último livro do Simon.
  
Para piorar a situação de Cath, Reagan – a sua colega de quarto – é uma veterana intimidadora, cheia de amigos e que, aparentemente, não a suporta. Logo no primeiro dia, Cath dá de cara com Levi, um dos amigos/namorados de Reagan, dentro do seu quarto. E isso não pode estar certo. Como ela vai dormir ali? E o mais importante, como ela vai escrever sobre Simon, com um garoto no quarto? É só o primeiro dia e os planos de Cath para a faculdade já começaram a ir por água abaixo.
“– Que bom. – Ele deu um cutucão na manga da blusa dela e sorriu para suas mãos, que quase se tocavam. – Tudo bem você ser maluca – disse, baixinho.
– Você não faz ideia...
 – Não preciso fazer – disse ele – Eu torço por você.” Página 276 
Eu sei que falando assim parece que a Cath é uma derrotada boboca, mas eu juro que ela não é. Ela é só uma garota muito tímida, que tem prioridades diferentes do resto das pessoas. Ela é doce e um pouquinho maluca, mas também é inteligente e interessante. É bacana acompanhar o amadurecimento dela durante a história. 

Wren é o oposto da irmã, comunicativa e segura de si. Ela tinha tudo para ser a melhor, mas acabou escolhendo o caminho errado e sofrendo as consequências. Reagan é durona, decidida, tem as melhores tiradas e é uma amiga extremamente leal. Levi é um fofo! Sabe aquela pessoa do bem? Que sempre está sorrindo, que quer sempre deixar o dia das pessoas um pouquinho melhor? Que faz de tudo, pra todo mundo? Esse é o Levi. Mas, não se engane, às vezes ele também pode ser um babaca. Ainda dentro dos personagens secundários, temos o pai das garotas, que trabalha com publicidade e marketing e pira de vez em quando. 

No final de cada capítulo há um trecho da série Simon Snow ou da fanfic Vá em frente, Simon. Mas, não é só de fanfic que vive essa história. Rainbow criou uma personagem real, com problemas reais. O desequilíbrio psicológico do pai, as matérias da faculdade e a falta de juízo da irmã são alguns dos problemas que Cath enfrenta e que trazem uma veracidade muito grande para a história. Todo mundo tem um pouco de Cath dentro de si. E isso deixa a história ainda mais viciante, porque você quer que ela se dê bem, sabe? Você quer que a Cath supere seus medos e aproveite sua vida, que enxergue que nem tudo é responsabilidade dela. 

Outro fator que me aproximou muito da história é que a série de livros presente em Fangirl faz referência à série Harry Potter (♥). Eu vivi essa tensão de esperar o próximo volume. Fantasiei o que poderia ser diferente. Assisti repetidas vezes os filmes na TV. Impliquei com quem só assistiu aos filmes. Até criei um fake da Minerva McGonagall no Orkut!! Então, encontrar um livro onde esse mundo é retratado de forma tão fiel é muito bacana. 

Fangirl é um livro maravilhoso, que conta com um romance extremamente fofo, fãs devotados, problemas reais e personagens incríveis. O único defeito é não ter umas mil páginas. LEIA AGORA!       
 “– Felizes para sempre, ou mesmo juntos para sempre, não é boboca – Wren disse. – É a coisa mais nobre, tipo, mais corajosa, que duas pessoas podem almejar.” Página 376
*Este livro foi cedido para resenha pela Editora Novo Século.