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terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Endgame: O Chamado


Terra. Agora. Hoje. Amanhã. O Endgame é real e vai começar. O futuro ainda não está escrito. O que tiver que ser será. Doze jogadores. Jovens, mas pertencentes a linhagens ancestrais. Das quais descende toda a humanidade. Linhagens escolhidas milênios atrás. E que vêm se preparando desde então. Eles não têm poderes sobrenaturais. Não podem voar, não transformam chumbo em ouro nem curam a si mesmos. Quando a morte chega, eles morrem. Eles e todos nós. São os herdeiros da Terra, e cabe a eles resolver o Grande Mistério da Salvação. Um deles precisará conseguir fazer isso, ou todos estaremos perdidos. Leia o livro. Encontre as pistas. Decifre o enigma. Só um pode ganhar. O Endgame é real e vai começar.
Imagine que o mundo como nós conhecemos está prestes a acabar. Doze desastres naturais anunciam a chegada do Endgame, mas só os escolhidos sabem o que isso realmente significa. Eles são descendentes das linhagens que deram origem a toda a raça humana e cabe a eles salvar uma parcela da população mundial. Todos os outros têm que morrer. Só um pode ser vencedor. De resto, não há regras. 

Os jogadores treinaram para o Endgame desde a infância. Eles são altamente qualificados para qualquer tarefa, sabem identificar o perigo bem antes que qualquer outro, tem uma memória incrível, reflexos assustadores e podem matar com um simples gesto. Alguns levavam uma vida normal e guardavam o Endgame como um segredo, torcendo para o tempo passar e eles se tornarem inelegíveis (quando atinge 20 anos o jovem não é mais elegível, ou seja, não pode mais jogar). Outros não. Outros torciam para o Endgame chegar. Tinham sede de sangue. Queriam matar. E, para seu contentamento, o Endgame chegou. O Endgame é real e vai começar.
“Que o Endgame começará se a raça humana tiver mostrado que não merece ser humana. Que desperdiçou o esclarecimento que Eles nos deram. A lenda também diz que, se não dermos valor à Terra , se nos tornarmos populosos demais e dilapidarmos este planeta abençoado, o Endgame começará. Começará para acabar com o que somos e estabelecer a ordem no planeta.” Página 61
Que premissa, ein? Um jogo planejado pelos seres superiores, para entrar em vigor quando os humanos “metessem os pés pelas mãos” e acabassem com tudo que há de melhor na terra. O futuro da nação na mão de 12 adolescentes treinados para matar, com valores e culturas extremamente diferentes, cujo único objetivo é sair vivo para salvar a sua linhagem. Sinceramente, não parece tão absurdo assim. Afinal, a terra já chegou em um ponto beeem crítico e a culpa é toda nossa. Quem sabe o Endgame não está acontecendo nesse exato momento?

Teorias da conspiração a parte, vamos ao livro. A narração é feita em terceira pessoa, por um narrador onisciente. Existem inúmeros detalhes que vão sendo apresentados ao desenrolar da história e alguns trechos contêm explicações importantes, mas que deixam a leitura um pouquinho mais lenta. Porém, como O Chamado é o primeiro livro da trilogia, é natural que sejamos expostos a tantas explicações e personagens e com isso o ritmo da leitura seja diferente entre alguns capítulos e outros. 

Falando em personagens, aí vai uma dica: Não se apegue! A maioria dos jogadores quer sangue, então obviamente, eles tentam matar uns aos outros. Não é uma matança sem sentido desde o início não, mas o livro termina com algumas perdas tristes. Outro ponto relevante sobre os personagens é que alguns tiveram mais destaque do que outros. Isso me incomodou um pouquinho no começo, mas, no final da leitura percebi que esses personagens serão mais explorados nos próximos livros.

E eu não podia deixar de comentar a questão que não quer calar: É muito parecido com Jogos Vorazes? Bom, são doze jogadores, cada um representando uma linhagem, entram em um jogo e matam uns aos outros. Então sim, lembra um pouco.  Mas existem diferenças gritantes, os propósitos são diferentes. Em Jogos Vorazes o jogo acontecia para fazer a população temer o estado. Os adolescentes morriam em vão, para entreter a capital e todo mundo sabia da existência do jogo. Já em Endgame o propósito é muito maior: salvar uma parte da humanidade. Quem vencer dá o direito de viver para a sua linhagem. Existem três etapas e para vencer você precisa cumpri-las. A morte dos outros jogadores é uma conseqüência, não um propósito. Os jogadores não estão isolados, o jogo acontece em todo lugar, nos monumentos famosos do mundo. Eles viajam de avião, podem ter o auxílio de qualquer um e podem usar tudo que o dinheiro conseguir comprar. E, claro, ninguém sabe que o Endgame está acontecendo.  

Por fim, não posso deixar de comentar o quanto a edição é MARAVILHOSA. A capa é linda, dourada e toda cheia de detalhes e, no final dos capítulos mais importantes, existem ilustrações de mapas e códigos, que enriquecem ainda mais a diagramação. Sem contar que o final é eletrizante e te deixa pasmo. PRECISO da continuação.
“Sangue pinga no chão.
Apertam as mãos.
– Ao Endgame, irmão – dizem.” Página 308
* Este livro foi uma cortesia da Editora Intrínseca. 

16 comentários:

  1. Amei a resenha desse livro, preciso ler! kk

    Vem conhecer meu blog!
    ~>My Favorite Kiss♥

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  2. Olha, eu não gostei dessa capa não :s não vi o livro em mãos ainda, mas vendo a foto e jamais diria que é uma distopia, me lembra mais um livro sobre alguma lenda egípcia, ou sei lá (viajei um pouquinho aqui hehe).
    Mas, como eu li a sua resenha, eu descobri que ele parece melhor do que a capa me fez pensar. Primeiro pensei no apocalipse, depois em Jogos Vorazes e mesmo com as diferenças que você explicou, não poderiam ser 7 ou 30 ou 200 jovens? Tinha que ser 12? É muito parecido, isso me incomoda um pouco. Ainda assim fiquei curiosa, gosto muito desse estilo de livro :)

    Beijos:*

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    1. Oii Celle, pela imagem não dá pra ver o quanto a capa é bonita mesmo... mas ao vivo ela é dourada e todos esses escritos do fundo são clarinhos, é um efeito bem bacana.
      Pois é, o número poderia ser diferente mesmo, ia evitar um monte de questionamentos haha

      Beijo!

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  3. nao conhecia o titulo, parece bem bacana ;)

    www.tofucolorido.blogspot.com
    www.facebook.com/blogtofucolorido

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  4. Já tinha ouvido falar do livro mas nunca parei pra ler uma resenha. Mas agora, lendo a sua acho que eu preciso do livro pra ontem haha, é bem o tipo de leitura que eu curto mesmo.

    http://sublimecapital.blogspot.com.br/

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    1. Oii Thayná!
      Depois me conta se gostou da leitura, ein? :D

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  5. Uau me interessei bastante, a capa não é muito chamativa mas a história parece ser bem bacana.
    vou anotar aqui para as próximas leituras

    BeijO :*
    Blog Luanna Ravanelli / Fanpage / Instagram

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  6. A premissa é mesmo BEM parecida com Jogos Vorazes, né? Aliás, vários livros surgiram com essa mesma pegada ultimamente.

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  7. Já ouvi falar muito bem desse livro, o meu único problema é que sou aquelas "tias" - não, não sou tão velha haha, nem perto disso, mas a alma é - que só gostam daqueles romances clichês, que conseguem arrancar uma lágrima no final hah, beijooos

    Gaaabi, bora conversar um pouco? Haha, me segue no Twitter (@luanagabriely_), lá nós podemos trocar mensagens!

    Luana Gabriely, mas pode chamar de Gabi heh, Nova seguidora!!
    http://damaindelicada.blogspot.com.br/

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    1. Oii Luana!
      Sei bem como é! haha Romances são muito amor ♥

      Beijão!

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  8. Não tinha ouvido falar nesse livro, estava tão garrada na faculdade que eu nem consegui acompanhar as novidades literárias. Não conhecia seu blog vou aproveitar minhas férias e sempre ficar de olho aqui para saber :*

    http://www.cherryacessorioseafins.com.br

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    1. Aii final de semestre é complicado, né?
      Seja bem vinda ao blog Simone! :)

      Beeijo!

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  9. Ai que livro incrível, eu ainda não o conhecia, mas adoreei! Fiquei curiosa..hahaha.
    Ótimo post!
    Bisous,
    Blog Pequeno Muffin | Lara Reis
    www.pequenomuffin.com.br

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  10. Oi Gabriela!

    Não conhecia esse livro, mas parece ser bem legal. Gosto muito de distopias, e, é claro, me lembrou um pouco de Jogos vorazes no início da sua resenha, mas só lembrou mesmo. Aparenta ser bem diferente. (E agora que cheguei ao final da resenha, vi que citasse isso, haha).

    Parece ser um livro bem interessante e com um propósito legal. Para refletir. Vou acrescentar na minha lista.

    Beijos,
    alanahomrich.blogspot.com.br

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  11. Ah eu li ele, e gostei demais da história e que capa linda, uma das mais lindas da minha estante hahaha

    http://criativosounao.blogspot.com.br/

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