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quinta-feira, 28 de maio de 2015

O Voo da Libélula


Na noite de 23 de dezembro de 1980, um avião cai na fronteira entre a França e a Suíça, deixando apenas uma sobrevivente: uma bebê de 3 meses. Porém, havia duas meninas no voo, e cria-se o embate entre duas famílias, uma rica e uma pobre, pelo reconhecimento da paternidade.
Numa época em que não existiam exames de DNA, o julgamento estende-se por muito tempo, mobilizando todo o país. Seria a menina Lyse-Rose ou Émilie? Mesmo após o veredicto do tribunal, ainda pairam muitas dúvidas sobre o caso, e uma das famílias resolve contratar Crédule Grand-Duc, um detetive particular, para descobrir a verdade.
Dezoito anos depois, destroçado pelo fracasso e no limite entre a loucura e a lucidez, Grand-Duc envia o diário das investigações para a sobrevivente Lylie e decide tirar a própria vida. No momento em que vai puxar o gatilho, o detetive descobre um segredo que muda tudo. Porém, antes que possa revelar a solução do caso, ele é assassinado.
Após ler o diário, Lylie fica transtornada e desaparece, deixando o caderno com seu irmão, que precisará usar toda a sua inteligência para resolver um mistério cheio de camadas e reviravoltas.
Em O voo da libélula, o leitor é guiado pela escrita do detetive enquanto acompanha a angustiada busca de uma garota por sua identidade. 
Que livro! Michel Bussi conseguiu me enganar direitinho. É natural pensar que em certo ponto do livro a identidade do bebê vai se tornar óbvia, né? Mas não! Nós somos manipulados o tempo inteiro e o final consegue sim surpreender.

O mundo está no clima do natal. Quando um avião cai, pouco antes de chegar ao seu destino na França, as tristes manchetes anunciando a terrível tragédia parecem garantidas. Mas, como se fosse um milagre de natal, uma recém nascida sobrevive. E, quando a dor causada pela tragédia dá lugar a empatia, um escândalo acontece: Duas famílias aparecem para requerer a guarda da menina. 

A princípio parece um dilema fácil de ser resolvido, basta ver quem apresenta uma foto que mostre a menina sobrevivente. Mas, não é bem assim que acontece. O ano é 1980 e as fotografias não eram tão comuns como são hoje. A família de Émilie é humilde e fotografias são um luxo pelo qual eles não podem pagar. Já os avós de Lyse-Rose têm apenas uma fotografia, do dia em que a menina nasceu, onde ela aparece de costas. Todos os documentos dos passageiros foram queimados durante a explosão que sucedeu a queda e na época ainda não existiam os exames de DNA. As duas famílias afirmam parentesco com a sobrevivente e o que se parecia simples, se transforma em um caso extremamente complexo.

Indignada com a falta de respostas, uma das avós resolve contratar o detetive particular Grand-Duc. Ela lhe dá carta branca e recursos ilimitados para descobrir quem realmente sobreviveu. O prazo termina quando Lylie (Lyse-Rose + Émilie) completar 18 anos. O detetive, que começou sua jornada confiante, deu de cara com inúmeros becos sem saída e passou quase duas décadas pesquisando um mistério sem resposta. Quando ele está prestes a dar um tiro na própria cabeça, a solução do caso finalmente aparece.     

Porém, antes que ele possa tomar alguma atitude a respeito de sua descoberta, ele é assassinado. Em uma corrida contra o tempo, integrantes das duas famílias saem em busca das pistas deixadas por Grand-Duc para descobrir, de uma vez por todas, quem é Lylie.
"Registrei neste caderno todos os indícios, todas as pistas, todas as hipóteses. Dezoito anos de investigação. Tudo anotado nestas cem páginas." Página 12
Grand-Duc passou dezoito anos acompanhando a vida de Lylie e resumiu tudo em 100 páginas. Depois do assassinato do detetive, nós passamos a ter acesso ao tal caderninho de anotações, então durante todo o livro podemos seguir a linha de raciocínio do detetive e perceber que ele explorou todas as possibilidades possíveis. 

E é absurda a forma como o autor consegue manipular o leitor. Ele nos faz ter certeza de que a Lylie na verdade é Émilie, depois você passa a jurar que ela é a Lyse-Rose e depois já não sabe mais de nada. E, apesar de o livro todo ser sobre ela, a Lylie passa a maior parte do livro desaparecida. Tudo que sabemos sobre ela é apresentado através de lembranças do detetive, do irmão de Émilie e da irmã de Lyse-Rose. 

Não é a toa que o livro ganhou quatro prêmios na França. O Voo da Libélula é uma história extremamente bem construída e cheia de detalhes, que conta com duas sacadas geniais. Ao terminar a leitura, a solução parece óbvia e você percebe o quanto o autor foi bom em esconder suas verdadeiras intenções. Super recomendo! 

Ahh, e o livro vai virar filme. Bacana, né? 
"Ele ergueu os olhos para o céu. E se descobrisse a prova definitiva? Ainda poderia impedir aquilo. Bastaria encontrar a solução." Página 329
*Esse livro foi cedido para resenha pela Editora Arqueiro.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Esta é uma história de amor


Um rapaz conhece uma menina e a menina se apaixona pelo rapaz – até aí, nenhuma novidade.
Mas, com Sienna e Nick, as coisas não acontecem do jeito que costumam acontecer nas histórias de amor. Tudo bem que ela o achou superparecido com o Jake Gyllenhaal, seu ator preferido. E ele teve o maior frio na barriga quando viu aqueles lindos olhos azuis-escuros no metrô. Nada disso importa quando a gente está fechado para balanço.
Ela é frágil... Tem tantos segredos. E ele não está a fim de nada sério.
Engraçada e ao mesmo tempo triste, esta é a história de duas pessoas destinadas a não ficarem juntas... mesmo sendo a coisa que elas mais querem no mundo.

Tá procurando uma história de amor para ler? Então acabou de achar! Esta é uma história de amor, da Jessica Thompson é um livro fooofo, que vai muito além de uma história de amor entre um casal. Espero que vocês gostem! :) 





*Este livro foi uma cortesia da editora Novo Conceito. 

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Dica da Semana: Chef

Filmow
Chef é uma delícia filme! Daqueles que tem uma energia boa, sabe? A fotografia é linda, cheia de paisagens e cores intensas e os personagens são cativantes. Difícil não amar!

Carl é chef de um restaurante famoso, mas tem sua criatividade gastronômica sufocada diariamente pelo patrão. Depois de uma crítica cruel de um renomado crítico gastronômico e de um episódio particularmente ruim, que viralizou na internet, Carl acaba perdendo o emprego e a esperança. 


Quando ele percebe que sua reação a tudo que aconteceu foi um pouquinho exagerada e que a sua relação com o filho (Percy) está cada vez pior, Carl resolve aceitar a ajuda de sua ex-mulher (a Sofía Vergara, que tá uma fofa nesse filme) e sai em busca de um trailer de comida para chamar de seu.


Sinceramente, eu acho que nem foi tanto a história em si que me fez gostar de Chef. O que deu destaque ao filme foram as atuações, a forma como a história foi explorada. É bacana ver as referências culinárias que o Carl apresenta para o filho e a nítida paixão que ele tem pela comida. 

Outro ponto interessante que é explorado no filme é a publicidade. Carl entra no twitter e causa um alvoroço por escrever um tweet que ele achou que só seria visto por uma pessoa. Com isso ele ganha milhares de seguidores na rede social. Quando o El Jefe (o trailer de comida) finalmente fica pronto, Percy utiliza o twitter para divulgar o trabalho do pai. O garoto passa a postar fotos da trajetória e avisar a localização do trailer, o que só aumenta a procura pela comida de Carl.


Chef é uma ótima pedida para quem adora culinária e gosta de filmes que fogem um pouquinho do que estamos acostumados a ver por ai. Vale a pena assistir!

Ahh, e tem no netflix! :)

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Resultado: Resenha premiada Entre Quatro Poderes

Heey pessoal! O resultado atrasou um pouquinho devido ao dia das mães, mas já saiu! o/ Quero agradecer ao Grupo Sic, que cedeu os exemplares de Entre Quatro Poderes para sorteio. E agradecer novamente a cada um que participou, curtiu e compartilhou a promoção. Obrigada! ♥

As sortudas foram: 


Parabéens Sueli e parabéens Jessica! Já enviei um e-mail para vocês e aguardo a resposta em até 3 dias, ok? Caso contrário, o sorteio será refeito.

E se você não ganhou, fique ligado que em breve teremos mais sorteios! :D

terça-feira, 5 de maio de 2015

Quase uma Rockstar


Desde que o namorado da mãe as expulsou de casa, Amber Appleton, a mãe e o cachorro moram em um ônibus escolar. Aos dezessete anos e no segundo ano do ensino médio, Amber se autoproclama princesa da esperança e é dona de um otimismo incansável, mas quando uma tragédia faz seu mundo desabar por completo, ela não consegue mais enxergar a vida com os mesmos olhos. Será que no meio de tanta tristeza e sofrimento Amber vai recuperar a fé na vida? Com personagens cativantes e uma protagonista apaixonante, Matthew Quick constrói de forma encantadora um universo de risadas, lealdade e esperança conquistada a duras penas.

Quase uma Rockstar é um forte candidato a uma das melhores leituras do ano. Fiquei encantada! Os personagens são incríveis e a história, maravilhosa. Não dá para parar de ler. Quick escreve de uma forma singular.

Amber é o tipo de garota que não se abala com nada. Ela mora no Amarelão, o ônibus escolar que sua mãe dirige, vive das refeições que Donna lhe dá e não tem nem um casaco de frio que a deixe mais quentinha durante a noite. Mas nem isso atinge a sua fé. Amber usa seu cachorro (fofo, fofo, fofo) como cobertor, prepara todas as refeições para a Donna, como uma forma de agradecimento e ainda arruma tempo para dar aulas na igreja e visitar os velhinhos no asilo. Sem contar que é líder do grupo de meninos mais estranhos&excluídos da escola. Não é? Pois é.

Ela sabe que seu otimismo, em certos casos, é um pouquinho exagerado e tem plena consciência que nem sempre JC (a.k.a Jesus Cristo) toma as decisões mais justas, mas mesmo assim ela tem fé. Tem fé que ela e a mãe vão conseguir um lugar legal para morar, que o diretor vai começar a fazer mudanças necessárias na escola, que sua mãe vai parar de beber e que seu melhor (e mais doidinho) professor vai conseguir manter o emprego. Ela realmente acredita na vida.

Até que, sem nenhum aviso prévio, o mundo de Amber desmorona. A vida lhe dá um choque de realidade e acerta no ponto mais sensível da garota.  Agora que todas as suas certezas foram soterradas, Amber fica presa em uma nuvem de tristeza e dúvidas. Será que existe alguma chance da sua fé renascer? 
“Por favor, JC. Só uma piadinha. Permita que eu mantenha viva a esperança para esses velhinhos que estão prestes a morrer. Permita que eu dê a eles um pouco de esperança – o bastante para que não percam a fé até baterem as botas.” Página 92
Gente, esse livro é muito amor. Sério! Confesso que desde quando eu li a sinopse eu já desconfiava de qual ia ser o drama na vida da Amber, mas nem de longe isso estragou a leitura. Então, se você já tem uma ideia do que vai acontecer, esquece isso e vai ler o livro porque você vai se surpreender. E se apaixonar.

A Amber é uma protagonista empolgante. Ela tem uma energia contagiante. O jeito como ela enxerga a vida transmite uma sensação boa, sabe? A garota tem uma vida complicada e está sempre de bom humor, ajudando as pessoas ao seu redor. É um tapa na cara de quem vive reclamando e pensando só no seu mundinho. Pare de sofrer pelo que você não pode controlar e vai fazer alguém sorrir.  

 E os personagens secundários? São incríveis. Não teve um que eu não gostei. Donna é um exemplo de mulher, daquelas que a gente que ser quando crescer. Os meninos da Amber são os melhores companheiros, extremamente leais. Os velhinhos do asilo são um caso a parte. Engraçados, fofos e um pouquinho rabugentos. Um amor. E ainda tem um padre coreano, um veterano de guerra, a mãe da Amber e as alunas da igreja. 

O grande segredo desse livro é a escrita do Quick. O jeito com que ele conta a história, a construção dos personagens, a sensibilidade presente nas pequenas coisas. Tudo isso conseguiu formar um livro único, que emociona, diverte e faz refletir. Nunca tinha lido nada do autor, mas a primeira impressão foi a melhor possível. Leia hoje!
“Sempre que alguém me encara como se quisesse me dar um murro, olho a pessoa nos olhos, abro um sorriso enorme, aceno e digo: “Espero que seu dia seja ótimo!” É muito doido, porque funciona mesmo. Se você não acredita, tente.” Página 44
*Esse livro foi uma cortesia da Editora Intrínseca.