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domingo, 26 de julho de 2015

Três motivos para assistir Orange Is The New Black


Terminei de assistir a terceira temporada de Orange is the New Black esses dias e ainda estou um pouco órfã. Resolvi fazer esse post para matar a saudade da série e mostrar um pouquinho para quem ainda não conhece. 


1. Baseado em história real (que mais parece ficção)
A série é baseada na história da Piper Kerman, autora do livro Orange Is the New Black: My Year in a Women's Prison. Piper foi condenada a 15 meses de prisão por lavagem de dinheiro e tráfico de drogas, anos depois de ter cometido os crimes. A série mostra a Piper na melhor fase de sua vida, tanto emocionalmente como profissionalmente. E é justamente quando ela menos espera que recebe a notícia: ela vai ser presa, por um crime que cometeu dez anos atrás. Os episódios mostram o dia a dia de Piper na cadeia, sua relação com as outras detentas e a história de cada uma delas. Ainda não li o livro (foi lançado aqui no Brasil pela Intrínseca), então não sei se a série é totalmente fiel à história dela, mas pretendo ler em breve e venho contar o que eu achei. 


2.Referências
Gente, a série é repleta de referências a filmes, livros e personalidades. Eu adooro quando uma série que eu gosto cita outra coisa que eu também gosto. Dá aquele momento felicidade, sabe? Muito amor! Haha


3.Melhores personagens
Tem personagem para tudo quanto é gosto e eles são incríveis! Cada um com suas características, com seu jargão e com alguma coisa para ensinar. Eles conseguem fazer você rir, se emocionar e refletir. 

OITNB mostra todo o drama da prisão, os motivos que levaram as mulheres a cometerem os crimes, a maneira como a sociedade olha para elas e o descaso do governo com a prisão. E a série vai além. Mostra o processo de autoconhecimento de algumas e a fé de outras. Tudo isso pontuado com muito humor, com algumas atividades ilícitas, com sexo e muito palavão. Tá esperando o que para assistir, bitch?  

P.S.: A série é original netflix e vicia! 

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Chegou por aqui #2


Hey pessoal! Sei que estou um pouco sumida do blog, mas é por um bom motivo: muito trabalho! Maas, não vou abandonar vocês não e, para compensar, gravei um vídeo mostrando tudo que chegou por aqui nos últimos tempos. Vieram vários livros, de diferentes gêneros e entre eles tem um que está concorrendo a melhor leitura do ano. Vem conferir qual é o livro que destruiu meu coração!



Vocês já leram algum desses livros? Me contem nos comentários! Ahh, e fique ligado, porque tenho váaarias resenhas para liberar esses dias! :D

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Mundo Cão


Unindo elementos de literatura marginal com sentimentos altruístas, surge Mundo Cão, que narra, em primeira pessoa, a história de Pedro Contino, um jovem que so¬fre desde cedo por conta das peripécias da vida, e, por mais que busque o melhor, vê, em sua sombra, o caos. Morador da favela Roda Vida, Pedro poderia ter traçado qualquer caminho, mas a vida escolheu um em especial. Mesmo em meio à ausência de recursos, é apresentado à literatura por um vizinho mais velho, e, por conta dela, cria uma importante consciência social. Guiado por músicas e livros, ele logo percebe como tudo funciona. Indigna-se e, amargamente, percebe que não tem poder para realizar uma mudança no mundo…
O caos já faz parte dele, envolvendo-se com drogas, álcool, e, para completar, com as mais belas e loucas mulheres.
Pedro mora na favela Roda Viva e sabe muito bem quais são os perigos das escolhas erradas. Ele sempre foi diferente, cheio de ideias e planos de se tornar alguém. Influenciado pelo vizinho professor, Pedro embarcou na literatura e conseguiu dar sentido aos pensamentos que giravam em sua cabeça e pareciam estar fora do lugar. E, sabendo que ele tinha que ganhar a vida de algum jeito, considerou suas opções. 

O tráfico de drogas sempre foi o caminho mais fácil, mas que geralmente levava à morte precoce de quem embarcava nessa. Com isso na cabeça, Pedro resolveu tentar uma vida diferente. Saiu em busca de um emprego de verdade, que pudesse mudar sua vida de alguma forma e acabou encontrando a solução em um bar. Daqueles alternativos, que tocam música boa e que tem um ambiente gostoso. Daqueles que exibem cartazes de “Estamos Contratando”.  
Trabalhando apenas durante a noite e ganhando dinheiro o suficiente para todas as suas necessidades, Pedro parece ter encontrado a fórmula da felicidade. Mas ela dura pouco. Afinal, vivemos em um mundo cão
“Embora estivesse tendo de fato uma vida quase normal, frequentando praias, cinemas e restaurantes. Isso realmente me assustava, quando você está por cima tudo parece tão calmo, tranquilo e bom, terrivelmente bom. Poderia algo ser mais pavoroso que o medo de que aquilo acabasse?” Página100 
Pedro é um personagem difícil. Começou bem, agradou e conquistou. Mas, no decorrer da história teve algumas atitudes detestáveis e eu fiquei bem brava com ele. Por mais que Pedro consiga conquistar algumas das coisas que sempre sonhou, ele continua insatisfeito. E quando a gente está infeliz, o mundo vem e bate com força. E Pedro percebe que a vida não está para brincadeiras. Um passo errado e sua vida pode mudar para pior, muito pior.

Apesar de o livro se tratar de uma ficção, ele aborda situações reais com grande fidelidade. Pedro é o retrato do cara que nasceu na favela e não tem recursos, mas que é essencialmente bom. Que quer ser alguém na vida. Que tem sonhos. Porém, quando ele entra de cabeça no mundo lá fora, começa a lidar com pessoas e situações complicadas, ele percebe que para ter uma vida digna é preciso bem mais do que boa vontade. Pedro descobre, da pior forma possível, que a sociedade é realmente corrompida. 

O livro também está recheado de referências musicais e literárias. Tem desde Gabriel, o pensador até Bukowski, passando por Legião Urbana, Pedro Gabriel, Emicida e muitos outros. Essas referências enriquecem ainda mais o livro. 

Mundo Cão não é um livro denso, a escrita é fácil e as páginas são poucas, mas ainda assim não é um livro leve. A história faz você refletir e questionar. Até que ponto o ser humano pode chegar? De que maneira o ambiente e as condições sociais influenciam na vida de uma pessoa? O homem é vítima dos outros ou de suas próprias ações?
“O que devemos fazer com nossa tão querida liberdade? Nós não temos grupos de amizade duradouros, a globalização se expandiu demais, tudo hoje é passageiro, supérfluo, obsoleto.” Página 65
*Este livro foi uma cortesia da Editora Novo Século.

sábado, 4 de julho de 2015

Tirinhas: #SomosTodosMaju

É surreal perceber  a quantidade de pessoas racistas e preconceituosas que estão por ai. Que perdem tempo tentando atingir, nem que seja com um comentário bizarro, a vida de alguém.  Como pode um ser humano, um ser racional, desferir palavras e insinuações tão horríveis para outro ser humano? Que direito eles têm de ofender alguém pela cor da pele? Sinceramente, eu não consigo entender como ainda existem pessoas que podem ser tão rasas, tão ignorantes. Maju, estamos todos com você!



"Cada pessoa ou coisa é diferente
Já que assim, baseado em que
Você pune quem não é você?" 
Novo Aeon - Raul Seixas