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segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Para 2016, um pedido


Fonte: We Heart It
Cansei de correr. Cansei de me pegar apressando os outros. Rápido, anda logo, vamos nos atrasar. Todo dia a mesma correira louca, o mesmo nervoso com o trânsito, a mesma falta de paciência com quem não se apressa. Cada dia mais perto de uma gastrite, de um colapso nervoso, de um ataque do coração. Cada dia mais longe do tempo que passou, dos pensamentos positivos, da paz de espirito. 

Cansei de ser o tipo de pessoa que anda por ai, com a cara amarrada, correndo pra cima e pra baixo. Que deixa uma fila no banco, um motorista barbeiro (ah, esses motoristas!) ou uma pessoa teimosa estragar um pedacinho do meu dia. Cansei de atropelar o tempo. De atropelar a vida. Quando a pressa aperta, a vida perde a cor, o mundo vira contra você e nada, nada tem graça.  

O fim do ano chega e a gente revê tudo que não deu tempo de fazer, todas as metas que vão ficar para o próximo ano. E a mesma coisa acontece, ano após ano. E aí a gente percebe que passou o ano todo com pressa e não teve tempo pra nada. Pode isso? Volta e analisa. Sabe aqueles minutinhos que nós perdemos resmungando e apressando? E aqueles dias em que tudo deu errado, o mau humor atingiu nível máximo e nós não quisemos saber de nada? Ahh, e não esqueça do tempo que nós perdemos cuidando da gastrite! Pois bem, se tivéssemos usado esse tempo de uma maneira mais proveitosa, poderíamos, com toda certeza, riscar algumas metas da lista desse ano. 

Com isso em mente, chegar uns minutinhos atrasada no compromisso, esperar a pessoa decidir para que lado ela vira enquanto o farol está aberto ou escutar uma música enquanto a fila não anda se tornam opções bem mais atraentes do que se entrar no stress automático. A vida muda, um pouquinho de cada vez, e o vício da pressa vai se perdendo. 

Então, para 2016, um pedido: não se apresse.